​Universidades de Franca não alcançam boas notas no ENADE de 2019

O curso de fonoaudiologia da Unifran foi considerado de baixo desempenho pelo MEC

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O Conceito Enade mede a qualidade dos cursos com base no desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes

Os cursos universitários de Franca não tiveram uma boa performance no ENADE. O pior deles foi o de fonoaudiologia da Unifran. E na mesma unidade de ensino, o curso de medicina alcançou a melhor nota.

Dos 121 cursos universitários avaliados em seis cidades da região de Ribeirão Preto (SP) pelo Conceito Enade em 2019, 40 tiveram notas baixas, o que representa 33%. Desses, quatro apresentaram o pior desempenho possível ao atingirem o índice 1.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC).

No ano passado, a prova avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança.

BAIXO DESEMPENHO

Os cursos piores classificados na região são Engenharia Ambiental da Faculdade de Ribeirão Preto, Fonoaudiologia da Universidade de Franca (Unifran) e dois do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb): Engenharia Ambiental e Engenharia Química.

Em nota, a Unifran informou que o Conceito Enade não é o único indicador usado pela instituição para avaliar a qualidade dos cursos de graduação. A universidade utiliza, também, o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que ainda não foi divulgado.

"Desta forma, somente após a divulgação oficial de todos os indicadores é que se pode fazer toda e qualquer análise", diz a nota.

NO TOPO

O Conceito Enade mede a qualidade dos cursos com base no desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

A nota varia de 1 a 5. Quanto mais alta for a pontuação, melhor o desempenho dos estudantes. Nessa escala, as notas 1 e 2 representam reprovação. De 3 em diante, aprovação.

Federais são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade

Dentre os cursos aprovados, apenas três obtiveram a nota máxima na região. Todos são da área de saúde.

São eles: Fisioterapia da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), Medicina da Unifran e Medicina Veterinária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal.

Como funciona o Enade?

A cada ano, um grupo é avaliado no Enade:

I: Bacharelado ou licenciatura em ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias, arquitetura e urbanismo; cursos tecnológicos nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança.

II: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial.

III: Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design.

São dois instrumentos de avaliação:

prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas);

e questionário de perfil dos alunos.

Segundo o Inep, as questões apresentam níveis de dificuldade diferentes a cada prova. Por isso, não é correto comparar o desempenho de alunos de cursos ou de anos distintos.

Em Franca, que teve um curso com nota máxima e outro com nota mínima, também foram avaliadas outras 26 graduações. De acordo com o MEC, 14 tiraram nota 2 e outras 12 ficaram com nota 3. Nenhuma atingiu nota 4.


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