TRIBUTO À PACIÊNCIA

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Saudações paciente leitor!

Aliás, antes de invocar minhas analogias, pretendo sanar uma questão que já se faz necessária. É bem provável que esta minha expressão que sempre utilizo a saudá-lo, tenha alguma vez, causando ligeira inquietação em torno de seu real significado. Tens aqui então os motivos declarado:

Obviamente, parte desta referência se dá à paciência, com a qual você degusta minhas palavras, mesmo que, muitas vezes, naturalmente, venha a discordar de tais, mas, sobretudo, pela paciência que requer a convivência, cada dia mais hostil e mais adversa, nesta nossa sociedade, que não só regride, mas se degenera. De fato, somos programados para sermos cidadãos, acima de tudo, pacientes. É com paciência que esperamos a morte nas filas do SUS. É com paciência que esperamos uma infraestrutura digna em nossa cidade. É com paciência que ousamos ter esperança de um futuro, senão esplendoroso, ao menos digno.

Concordo que há muitos governantes a brincar com esta vossa “paciência”, e sei também, que tal serenidade, lhe foi concedida através de anos de reflexão e amadurecimento, muitas vezes, confundida com resignação. Em resume, é necessário muita sabedoria, para ser paciente nos dias atuais, portanto, não temas estar sob um a zombaria deste pobre mortal que aqui deixa tais, pois, titulá-lo PACIENTE é uma maneira carinhosa que encontrei para homenageá-lo.

E, ainda, no quesito PACIÊNCIA, ocorreu-me agora, mandá-las às favas de vez, na questão política, pelo menos. Não faço referência aos bandidos de colarinho branco, falo da minha decepção diária, em relação ao comportamento dos eleitores ante este trágico reality show, de alta manipulação midiática. Até quando seremos meros torcedores, membros de organizadas partidárias? A verdade é que, tanto o “meu”, quanto o “seu” candidato estão fazendo somente M... (Ufa! Ainda não será desta vez que serei demitido por causa de um palavrão, ainda que, muitas vezes, um palavrão resume esta questão melhor do que centenas de palavras lucidas). Aqueles que não estão envolvidos diretamente com os escândalos de corrupção, verdadeiros atentados contra a nação, estão, inescrupulosamente convenientemente emudecidos, ou, o que é pior, indiferente. Obviamente, há sim uma minoria, honrando seus cargos, com gestão transparente e índoles inquestionáveis, e se não os louvamos, é justamente porque, não fazem mais que a obrigação, afinal, são bem pagos para tal. Que a corrupção é, de fato um mal já incrustrado em nossa sociedade, não há menor dúvida, mas, a palidez com a qual a aceitamos é o que realmente me assombra.

Todavia, ouvi alguém dizer que, corrupção há em todos os países. Exato. Estupendo. Porém, o que muda é a forma, com a qual é tratada a questão. A maneira, com a qual os cidadãos reagem.

Para outras tantas questões, pretendo, assim como você, paciente e sábio leitor, ter a serenidade de acalmar-me, mas, uma árvore velha, não se inclina do dia para a noite, ela, lentamente gira, seguindo o sol.

E para que não digam que esqueci de mencionar as flores, permitam-me mudar um pouco o assunto, mas, ainda obediente ao tema PACIÊNCIA, saudemos este maio que floresce, pois, neste mês, mergulhamos em profunda reflexão, pois, trata-se do mês das mães. Embora, pretendo, no artigo próximo falar com mais propriedade sobre. E se, cabe aqui como homenagem, ou, proposital provocação à minha paciente esposa, neste mês, celebro bodas de uma relacionamento senão, à lá comercial de margarina, bastante interessante e intenso (positivamente é claro He-he). Todavia, ocorreu-me citar nossas genitoras, por obediência ao tema, já que tais, são verdadeiras mestras nesta arte. Portanto, um viva à paciência. Pois, nós será um artigo indispensável, nas próximas laudas desta nossa vida.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.


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