Segundo IBGE, quatro entre dez empresas tiveram prejuízos em julho

Comércio foi o que mais registrou efeitos positivos, enquanto o de serviços foi o mais prejuidicado

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Lojas fechadas na pandemia: economia vem sofrendo os efeitos

​A pandemia de covid-19, que há cinco meses vem causando um grande impacto em todo o mundo, principalmente em termos econômicos, além de deixar mais de 700 mil mortos (mais de 104 mil no Brasil), mostra a sua face mais perversa ao atingir micro, pequenas e médias empresas.

Aqui no Brasil, o impacto tem sido bastante sensível. Em Franca, de acordo com a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) a pandemia, de março até agora, já causou a demissão de mais de 6 mil trabalhadores (um grande número de empresas, a maioria micro e pequenas, fecharam as portas). 

E, de acordo com o que se observa, a retomada ainda deve demorar caso não surja uma vacina capaz de conter o avanço da contaminação. O que significa que a situação pode piorar ainda mais.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, basta dizer que um levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que cerca de quatro em cada dez empresas que estavam em funcionamento na primeira quinzena de julho sofreram algum tipo de prejuízo decorrente da pandemia do coronavírus.

De acordo com a pesquisa, 2,8 milhões de empresas estavam em funcionamento na primeira quinzena de julho. Destas, 44,8% relataram sofrer efeitos negativos em função do contexto de isolamento social. Para 28,2% delas os efeitos foram pequenos ou inexistentes, enquanto 27% disseram que a pandemia provocou efeitos positivos nos negócios.

A pesquisa mostrou que entre os setores econômicos, foi o de serviços o que mais relatou efeitos negativos da pandemia, atingindo 47% de 1,2 milhão de empresas do setor. No comércio chegou a 35,5% o total de empresas que relataram impactos positivos da pandemia.

O levantamento do IBGE mostrou, ainda, que 46,8% das empresas do comércio perceberam queda nas vendas em decorrência do isolamento social na primeira quinzena de julho, enquanto para 26,9% delas o impacto foi pequeno ou negativo e para 26,1%, positivos.

Na indústria e na construção, a redução de vendas afetou 40,8% e 31,9% das empresas, respectivamente. O IBGE destacou que o comércio de veículos, peças e motocicletas foi o que mais relatou impacto positivo sobre as vendas, atingindo 40,5% das empresas do segmento.


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