Ministro afirma: número de casos de Covid-19 vai dar um grande salto em breve

Ministro Luiz Henrique Mandetta diz que maior agilidade e aumento no número de testes será o motivo

Postado em: em Saúde

​Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (1), o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta confirmou que um salto no número de casos confirmados e mortes por Covid-19 deve ocorrer em breve no país. 

O rápido aumento nas notificações é um movimento comum nos países mais afetados pelo coronavírus (SARS-COV-2) e pode ser causado tanto pela expansão nas atividades de testagem quanto pelo pico da nova doença. 

“A testagem que está represada agora vai começar a ser feita de maneira automática”, explica o ministro, referindo-se às amostras acumuladas que aguardam testagem para a doença. 

“Vamos chegar em um momento que haverá mega máquinas automatizadas e esses números vão crescer muito. Vocês vão ver muitos casos confirmados”, completa.

O ministro, porém, acrescenta que a tendência é uma queda no índice de letalidade do país. “A taxa de letalidade significa o número de casos confirmados versus o número de mortes. Se esses casos aumentam, a taxa diminui”, explica.

Ele também acrescenta a necessidade de distanciamento social, que deve ser mantida sobretudo considerando o fato de que o país ainda não conhece o pico da doença. 

“Hoje, o número de casos confirmados está muito menor do que o número real, que está circulando na nossa sociedade, isso aumenta muito a necessidade de cuidado”, alerta Mandetta.

“Só vamos colher os frutos do que estamos fazendo agora daqui a cerca de 14 dias, que é o tempo de incubação da doença”, finaliza.

Em SP, secretário discorda da previsão

No momento, apenas no estado de São Paulo, existem 16 mil testes que aguardam diagnóstico positivo ou não para Covid-19 . Além disso, cerca de 200 óbitos que já ocorreram estão enquadrados como ‘suspeitos’ no estado. 

Apesar dos números, a secretaria estadual de saúde de São Paulo discorda da previsão do Ministério da Saúde. 

No início da tarde, também em coletiva de imprensa, o secretário de saúde José Henrique Germann disse que os testes represados “não necessariamente representarão um salto nas notificações”. 

O argumento do secretário é de que o aumento só poderia ser considerado uma certeza se todos os testes representassem um diagnóstico positivo. 


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