Sabia que ser vulnerável pode te fazer feliz? Veja aqui como isso é possível

Compreender a própria vulnerabilidade e saber lidar com ela pode trazer inúmeros benefícios

Postado em: em Comportamento

Ainda na infância somos encorajados a ser fortes, determinados, focados e confiantes nas nossas decisões. 

Portanto, omitimos nossa sensibilidade e vulnerabilidade diante dos desafios da vida. 

Mas, a longo prazo, esse comportamento pode trazer consequências ruins. A vulnerabilidade faz parte do ser humano e não deve ser motivo de vergonha, como afirma a pesquisadora americana Brené Brown.

Autora do best-seller A coragem de ser imperfeito, Brené apresenta o resultado de uma longa pesquisa sobre o comportamento humano. 

Nela, mostra que a aceitação da vulnerabilidade pode ser o primeiro passo para a felicidade. Como? Entendendo que é preciso ser verdadeiro sempre, sem medo do julgamento alheio.

“Vulnerabilidade é o centro da vergonha, do medo e da nossa luta por merecimento, mas também é a origem da felicidade, da criatividade, do merecimento e do amor.”

Nossas imperfeições é o que nos torna únicos. Vamos acertar e errar em diversos momentos da vida, e isso não deve ser motivo de vergonha. 

Brené Brown afirma em sua pesquisa que existe algo em comum naqueles que ousam ser quem são. 

Essas pessoas aceitam sua vulnerabilidade e aprendem a lidar com ela. Não acreditam que seja um sentimento bom, mas entendem que é necessário.

Pessoas vulneráveis tendem a se jogar nos desafios que surgem, não abrem mão de viver. Além disso, estão abertas a novas conexões, sejam amorosas ou profissionais. 

Elas se apresentam como são e não têm medo de errar. São generosas com suas imperfeições e, por isso, mais gentis com os outros. Desse modo, não se cobram tanto quando cometem erros ou não são aceitos pela sociedade.

Pessoas vulneráveis têm a coragem de serem imperfeitas, serem gentis consigo mesmas e depois com os outros. São compassivas, como resultado da autenticidade.

Evitar esse sentimento pode ser um grande erro. Pessoas que optam por anular sentimentos pesados, como medo, vergonha e vulnerabilidade acabam anestesiando também os sentimentos bons. 

De acordo com Brené, é impossível ter uma exclusão seletiva: “Quando evitamos sentimentos pesados, evitamos também a alegria, a gratidão e a felicidade.”

Portanto, é preciso aprender a lidar com a vulnerabilidade. Afinal, vivemos num mundo extremamente inconstante. 

Você nunca se sentirá confortável ao estar vulnerável, mas poderá acumular boas experiência e aprender mais sobre si mesmo. Sem a ousadia de ser autêntico não se alcança a felicidade verdadeira.


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