​Promotores de eventos lançam campanha para conter crise nunca vista

Com eventos suspensos desde março, empresários do segmento lamentam situação e buscam alternativas

Postado em: em Economia


A partir desta sexta-feira (17/04) os promotores de eventos de Franca lançam uma campanha em busca de alternativas por conta da situação da saúde criada pelo Coronavírus. 

A campanha envolve as principais empresas do setor de Franca. 

Denominada #Todos Juntos Pelo Seu Sonho, a campanha foi idealizada por um grupo de profissionais que se mobilizaram um em prol do outro, diante da grave situação econômica vivenciada pelo segmento.

Joana Barista, Lais Junqueira, Roberta Abreu, Rodrigo Borges e Erismar Tanja, criaram um grupo no whatsapp junto a algumas dezenas de outros profissionais.

No grupo eles trocam ideias e as executam em conjunto, como criação de peças de divulgação, compartilhamento conjunto em todas as redes sociais de todos os membros, e o fortalecimento da hashtag com o nome da campanha #TodosJuntosPeloSeuSonho.

A categoria de Eventos tem um grande número de empresas de pequeno, médio e grande porte, e vários segmentos para realizar qualquer tipo de evento, seja casamentos, 15 anos, corporativos e outros. 

Entre eles estão: Celebrante, Mestre de Cerimônia, Buffet, Salões de festas, Decoradores, Djs, Cerimonialistas, Bandas, Fotógrafos, Videomakers, Coffe Drinks, Doces e Bolos, Grupo musical, Bartender, Cabelo e Make, além de outros.

Em média tem pelo menos 8 empresas de cada segmento para suprir o mercado que estava cada vez mais em ascensão antes da pandemia do Coronavírus.

Ao falarem sobre os prejuízos estimados em torno de R$ 4 milhões apenas em Franca, considerando que por fim de semana havia - no mínimo - 4 casamentos, com um valor médio de R$ 80 mil cada, e uma estimativa de quarentena casamento num período não inferior a 3 meses.

Está tudo parado desde o decreto do prefeito Gilson de Souza, que suspendeu todos os eventos, bem como a situação anunciada pelo governo do Estado do isolamento social até o final de abril. 

Desta forma, as programações de eventos só deverão retornar entre agosto e setembro provavelmente.

Erismar Tanja, que é celebrante, afirmou que tem parceiros com 18 datas reagendadas e 3 canceladas. E na área dele, só para o mês de abril tinha 6 casamentos para celebrar. 5 foram reagendados e um cancelado.

“Temos tentado tranquilizar os casais para que não percam o sonho, e tenham serenidade nesse momento para decidir um próximo momento para efetivar o evento, o que na maioria temos tido sucesso”, ressaltou.

SITUAÇÃO JURÍDICA 

Na atual situação de pandemia mundial, algo que não poderia ser previsto por vários segmentos, a orientação principal que os promotores de eventos têm seguido e transmitido é ter bom senso e serem conciliadores ao máximo. 

“Não é momento de radicalizar querendo cobrar multas abusivas em caso de cancelamento, nem também de se sujeitar à exigências inoportunas de casais aproveitadores que pedem redução de valores ou inclusão do que não contrataram".

"Em último caso, se o casal decidir de fato pelo cancelamento, não há nada na legislação vigente que impede de pelo menos reter o que foi dado de sinal, porém, tudo isso pode ser discutido futuramente em ação competente em juízo” citou.

Toda a categoria de eventos tem sofrido muito com esse impasse, principalmente diante da condição de muitos que tem como única fonte de renda a realização de sonhos. 

Nem mesmo a ajuda de R$ 600 do governo é capaz de ajudar, se levar em consideração que são em sua maioria empresas familiares, tem comida, água, luz e telefone para manter.

Erismar Tanja explicou “costumo dizer que somos anjos, preparados para realizar integralmente o sonho de noivas e debutantes, levar alegria e descontração a todos, e agora, estamos lutando para que os nossos sonhos não se tornem pesadelos”.

Existe uma movimentação junto à Prefeitura para agendamento de uma reunião com representantes do segmento e o Poder Público, que está sendo mediado pelo assessor do Presidente da Câmara e por Luiz Carlos Vergara, mas pelo analisado não há muito o que fazer.

Veja o vídeo da campanha: 


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