Prefeitura de Delfinópolis interdita ida à cachoeira Maria Concebida, irregular

Prefeitura lamentou acidente com turistas e ainda emitiu nota que local estava funcionando sem alvará

Postado em: em Meio Ambiente

A Prefeitura de Delfinópolis, através de seu Departamento Jurídico, emitiu nota lamentando o acidente que deixou um garoto de 6 anos e seus pais feridos, depois de uma queda no acesso à cachoeira Maria Concebida. 

O local está funcionando sem alvará e, por isso, a Prefeitura já interditou o acesso para os turistas até a regularização das providências exigidas e da documentação necessária.

Em nota encaminhada ao Jornal da Franca pelo Departamento Jurídico, a Prefeitura diz:

“A Prefeitura de Delfinópolis, através da Secretaria Municipal de Turismo, informa a população que lamenta e solidariza com as vítimas do acidente ocorrido no dia 25/02/2020, na pinguela que dá acesso à Cachoeira Maria Concebida, e que já tomou as providências judiciais contra o empreendimento local, que estava funcionando sem alvará municipal".

O mesmo Departamento Jurídico explica: "No pedido judicial formulado através dos autos 5000483-42.2020.8.13.0151, o Município pleiteia que o empreendimento se abstenha de receber o público até que providencie sua legalização e atenda todas as exigências dos órgãos referente à segurança".

Preocupada com a segurança dos turistas, a Prefeitura diz mais: "Alertamos aos turistas para frequentarem pousadas e cachoeiras legalizadas, e sempre solicitar a emissão de nota fiscal nas prestações de serviços. Juntos, esperamos coibir a prestação de serviços clandestinos”.

O ACIDENTE

A dona de casa, Débora de Oliveira, que registrou ocorrência na Polícia Militar de Delfinópolis sobre o acidente que sofreu com o filho e o marido, revelou que ficou extremamente chocada com a falta de manutenção da ponte ou “pinguela” de acesso à cachoeira da Maria Concebida.

Para ter acesso ao local é cobrada uma taxa de R$ 40,00, e Débora estava passando o Carnaval com a família e amigos no local, que fica no vale da Gurita. 

Ao tentar passar pela ponte, devido a má conservação e manutenção, houve a queda do filho e também de seu esposo, que receberam ferimentos (escoriações). 

Débora questionou a fiscalização do Município, já que o local recebe a visita de centenas de pessoas nos finais de semana. 

Hoje, Débora disse que foi um susto, mas as providências administrativas devem ser tomadas para evitar que outras pessoas possam se ferir com maior gravidade no local.


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