PNUD Brasil lança plataforma do Atlas do Desenvolvimento

Nova plataforma inclui indicadores de mais de cinco mil municípios brasileiros

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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP) apresentaram, nesta terça-feira (29), a plataforma do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. 

Entre as inovações, a plataforma traz a interação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas em um conjunto de 120 indicadores, obtidos por meio das pesquisas do Censo Demográfico e da PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisadora da Fundação João Pinheiro Vera Scarpelli destacou que o mais importante avanço da nova plataforma foi incluir os indicadores socioeconômicos baseados em informações de registros administrativos de mais de cinco mil municípios, o que é mais uma forma de integração com os ODS.

“Utilizamos fontes em estados distintos de consolidação, mas com a preocupação de abranger toda a malha municipal brasileira e com a preocupação de seguir os preceitos para a construção de bons indicadores”, acrescentou, revelando que um desses registros administrativos se refere à base de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS).

Segundo Vera Scarpelli, a intenção em incluir os registros foi facilitar a utilização pelo setor público e promover o aprimoramento das estatísticas. “Quando se usa com ações junto aos órgãos geradores contribui para promover melhorias nos registros e modo de atuação desses órgãos”, observou.

A pesquisadora disse que a nova plataforma já está preparada para receber os dados do Censo 2020, quando ficar pronto. “Estamos aguardando com muita ansiedade. Já tem o espaço reservado lá, porque dá uma continuidade na série temporal nos dados censitários”, disse.

Atlas
A quarta edição do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil mostra, entre outros dados, que do total de brasileiros incluídos no cadastro único, 66,12% eram beneficiados com o Programa Bolsa Família em 2017.

A proporção de pessoas pobres e extremamente pobres entre os negros no Brasil era mais de duas vezes maior do que entre brancos na passagem de 2016 e 2017. Em 2016, os extremamente pobres negros chegavam a 6,98% e os brancos 2,92%. 

No ano seguinte, a relação subiu para 8,02% ante 3,37%. Já os pobres negros eram 15,35%, em 2016, enquanto os brancos 6,01%. Em 2017, os percentuais subiram para 15,80% e 6,41%, respectivamente.

O percentual de vulneráveis à pobreza, de pobres e de extremamente pobres no Brasil aumentou de 2016 para 2017. Os vulneráveis passaram de 23,47% para 24,98%, os pobres saíram de 11,15% para 11,65% e os extremamente pobres subiram de 5,15% para 5,97%. 

Entre as Unidades da Federação (UF), o maior percentual de extremamente pobres era o Maranhão, com 15,62%, e a menor Santa Catarina, com 1,54%. 

Nos vulneráveis houve aumento em 16 unidades da federação, enquanto os pobres tiveram uma alta em 18 dessas unidades e os extremamente pobres em 23 UFs.


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