Pesquisa da CDL Franca aponta para geração de 266 vagas temporárias este ano

Em todo o país, espera-se a contratação de 91 mil trabalhadores para atender ao aumento da demanda

Postado em: em Economia

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Franca – CDL Franca realizou pesquisa de expectativa de abertura de vagas temporárias para as contratações com vistas ao Natal deste ano.

Foram ouvidas 104 empresas associadas à entidade em diversos segmentos. O setor industrial, devido à baixa demanda de produção, entrará em férias coletivas a partir de dezembro. Contudo, a perspectiva é de que no início de 2020 volte a oferta de vagas, principalmente, para atender a demanda dos pedidos após a Couromoda, que acontece no início do ano em São Paulo.

De acordo com o levantamento da CDL Franca, as empresas ligadas ao setor de serviços não abrirão vagas temporárias na cidade, mas garantiram que não serão feitas demissões nesse fim de ano. Já o setor do comércio varejista está programando novas contratações temporárias, pois apesar de discreto, houve um aquecimento nas compras, principalmente, por conta da data comemorativa do Dia das Crianças.

Entre os associados da CDL Franca devem ser abertas 266 novas vagas de trabalho o que corresponde a 9% do total de funcionários formalmente contratados entre os associados. Mas esse número deve ser maior, levando-se em conta os demais estabelecimentos associados à ACIF – Associação do Comércio e Indústria de Franca.

Dentre os segmentos produtivos de Franca as empresas voltadas ao vestuário (roupas e calçados) abrirão 41% das vagas, seguido pelas empresas de produtos alimentícios (Padarias, mercados e lanchonetes) com 32% e, pelas empresas de magazine (eletrodomésticos, móveis e eletrônicos) com 27% das vagas. A pesquisa apurou ainda que entre os empresários que disponibilizarão as vagas temporárias existe uma perspectiva de efetivação de 30% dos postos de trabalho.

De modo geral, no restante do país, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), espera-se a contratação de 91 mil trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda do varejo no período natalino, ou seja, 4% maior do que em 2018 e a maior oferta dos últimos seis anos. A estimativa é que a data movimente R$ 35,9 bilhões neste ano.

José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirma que essa retomada parcial do nível de atividade do setor está sendo influenciada pela inflação baixa, pelos juros básicos no piso histórico, por prazos mais amplos para a quitação de financiamentos e, principalmente, pela liberação de recursos extraordinários para o consumo, como os saques no FGTS e no PIS/Pasep.

Os estados que devem mais gerar vagas são São Paulo (22,6 mil), Minas Gerais (10 mil), Rio de Janeiro (9,4 mil) e Rio Grande do Sul (7,6 mil), que concentrarão mais da metade da oferta de vagas.

Já entre os setores do comércio, os maiores volumes de contratações deverão ocorrer nos ramos de vestuário (62,5 mil vagas) e de hiper e supermercados (12,8 mil). Oito em cada dez vagas ofertadas deverão ser preenchidas por vendedores (57 mil), operadores de caixa (13 mil) e pessoal de almoxarifado (4,6 mil).

Os maiores salários médios deverão ser pagos aos contratados para os cargos de gerente de marketing e vendas (R$ 2.724) e gerentes de operações comerciais (R$ 2.020).

A taxa de efetivação dos trabalhadores temporários deverá ser maior do que nos últimos cinco anos, com expectativa de absorção definitiva de 26,1%.


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