Para quem ouve, mas não entende, especialista mostra qual é a solução

De uma forma prática, Kátia Silveira, fonoaudióloga e diretora da Audibel Franca, mostra os avanços na área

Postado em: em Saúde

​Dificuldade de compreensão da fala é um problema social sério, atingindo cerca de 60% das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge ou com os amigos, geralmente resultando em irritabilidade e podendo levar o indivíduo ao isolamento. 

Na grande maioria das vezes é causada pela privação dos sons mais finos ou agudos (que também são conhecidos como sons de alta frequência.) e sons mais fracos.

A diminuição da capacidade de detectar alguns sons, é geralmente ignorada pela maioria das pessoas. 

Neste caso, o problema se instala de forma silenciosa e dramática, porque quando resolve pedir ajuda, já ocorreu a atrofia do nervo auditivo e, consequentemente, o indivíduo, que não é surdo, vai apresentar dificuldade semelhante e acentuada para compreender os sons da fala e por isto, vai afirmar que ouve, mas não entende.

Privação sensório neural em altas frequências

A privação sensório neural mesmo que leve, pode comprometer a habilidade do reconhecimento da fala de forma cruel e impiedosa. 

Muitos autores já descreveram sobre o assunto e vários estudos foram apresentados em eventos científicos de todo o mundo apontando a importância da amplificação monitorada para os casos de perda auditiva leve, visando minimizar os efeitos da privação dos sons que é muito comum com o avanço da idade entre outros.

Sintomas

Pessoas que tem dificuldade auditiva, geralmente, adquirem o hábito de solicitar repetição do que foi dito ou interpretar sons da fala de forma incorreta, além de referir  zumbido, piorando à noite ou no silêncio, sendo considerados os sintomas mais comuns. Irritabilidade, depressão, redução da capacidade intelectual, dificuldade de concentração, sono inquieto e não reparador, despertares frequentes, são outros sintomas que podem ocorrer, sendo confundidos com cansaço ou falta de atenção.

Tratamento

Nos dias de hoje,a tecnologia digital também foi desenvolvida nos aparelhos auditivos, possibilitando excelentes resultados no tratamento das dificuldade de compreensão associadas à perda auditiva desde grau leve a severo e, além disso, podemos contar com a tecnologia wireless que são diferenciais e, por conta disso,  uma das melhores opções de tratamento. 

A indicação do uso dos aparelhos deve ser feita pelo médico otorrinolaringologista que, muitas vezes, conta com um a equipe multidisciplinar, necessitando de sua avaliação, bem como, conforme o caso, de neurologistas e outras especialidades que julgar necessário. 

Um dois exames solicitado e de fundamental importância é a audiometria, exame usado para determinar o mínimo de intensidade que o indivíduo necessita para registrar a sensação sonora e o teste de fala.

Exames complementares podem ser requisitados, principalmente em casos de Desordem do Processamento Auditivo, e o uso de Potenciais evocados de Tronco Encefálico ou (BERA) para eliminar qualquer possibilidade de dúvida de um eventual problema que venha ocorrendo concomitantemente à perda auditiva. 

O uso frequente do aparelho auditivo fará com que o nervo auditivo seja estimulado naquela faixa de frequência e o indivíduo que “ouve e não compreende” poderá ser beneficiado após o processo de aclimatização ou adaptação com melhor integração social.



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