Número de urnas usadas diminui em 2020, mas eleitorado cresce

Neste ano, a quantidade de equipamentos eletrônicos a ser utilizados nas seções

Postado em: em Política

O número de urnas eletrônicas que estarão disponíveis para ser utilizadas pelos eleitores nas eleições municipais deste ano, aqui no Ceará, retrocedeu em comparação com os equipamentos distribuídos em 2016 e em 2018. A queda no quantitativo ocorre em um contexto de crescimento do eleitorado cearense, que vem sendo incrementado, paulatinamente, a cada pleito.

De acordo com informações repassadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), nas eleições que ocorrerão em novembro deste ano, 18.773 urnas eletrônicas serão utilizadas pelos cidadãos, além de 2.806 que ficarão guardadas para suprir qualquer tipo de erro. Em 2016, eram 20.362 urnas disponíveis nas seções e 2.553 para reposição. Neste período, o eleitorado subiu de 6.324.780 para 6.567.760, ou seja, quase 243 mil pessoas a mais.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-CE, Carlos Sampaio, a redução no número não deve trazer problemas à segurança da votação e nem atentar contra a saúde das pessoas, que estarão escolhendo seus representantes no contexto da pandemia de Covid-19. Segundo ele, há uma série de fatores que deve reduzir a quantidade de eleitores por seção.

"Primeiro, que a gente vai tirar a biometria. A identificação biométrica é mais demorada do que a identificação tradicional, que é só mostrar o documento. Então essa redução no tempo de identificação do eleitor compensa um pouco a questão do número de eleitores por seção", ressalta o secretário do Tribunal. Essa média, conforme Carlos, era de até 450 eleitores por seção antes da inclusão da biometria. Agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicou que esse número não deve passar de 430. "A gente conseguiu até baixar um pouco mais, vai ser uma média bem inferior a isso neste ano", diz.

Outras ações

Além da questão da biometria, que deve dar um respiro a mais, Carlos Sampaio explica que houve cancelamento de títulos de eleitores, os quais foram aprovados, posteriormente pelo TSE para votar neste pleito, mas não devem comparecer às urnas. Ele ainda elenca a questão sanitária da Covid-19, que deve provocar maios abstenção, a quantidade reduzida de escolhas (apenas prefeito e vereador) e a hora a mais dada para os eleitores votarem a partir de 7h.

Conforme o secretário, a quantidade foi reduzida porque o TSE não conseguir atualizar o parque de urnas, em uma licitação que, embora tenha iniciado em 2019, não foi finalizada em razão da pandemia. Por isso, as eleições deste ano, que deveriam ser feitas com equipamentos novos, continua com o quantitativo que foi utilizado ainda há quatro anos. Além disso, foi preciso remanejar urnas eletrônicas para estados com maior defasagem.

Em nota, o TSE informou que foram cedidas 1.824 urnas do parque cearense para o TRE de São Paulo, mas anotou que "o quantitativo de urnas no Ceará estão dentro da normalidade".

Segundo o Tribunal Superior, "todos os estados cederam urnas eletrônicas para uniformizar o parque, a fim de garantir o mínimo para uma eleição 100% eletrônica". As exceções foram Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Conforme o TSE, os estados que receberam tinham quantidade de urnas de 2006 e 2008 maior, as quais não serão utilizadas neste ano.

243 mil novos eleitores entre 2016 e 2020 no Ceará. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado cearense subiu de 6.324.780 para 6.567.760, entre os anos de 2016 e 2020. O aumento é de quase 243 mil novos eleitores que estão aptos a escolher seus representantes.

(Diario do Nordeste)_


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