​Mosteiro de Carmelitas Descalças homenageia Nossa Senhora do Carmo

Obras de arte em azulejos são peças raras e preservadas pelas Carmelitas no mosteiro, na estrada de Restinga

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Centenas de fiéis realizam visitas ao mosteiro das Carmelitas Descalças, em Franca, no mês de julho, especialmente no dia 16, data consagrada à Nossa Senhora do Carmo. O local preserva artes que relembram a santa.

As obras de arte em azulejos são peças raras e preservadas pelas Carmelitas, cujo convento está localizado na Rodovia Nestor Ferreira, Km 4, estrada entre Franca e  Restinga (SP). 

No Mosteiro as monjas convivem em fraterna comunhão, silêncio e solidão... "Sós com o Só". Todas com o mesmo ideal de oração e união com Cristo em seu sacrifício pelo bem da Igreja e da humanidade.

O dia da santa foi celebrado e pela primeira vez o acesso foi acompanhado apenas pelas redes sociais, por causa da pandemia do coronavirus.

Nossa Senhora do Carmo tem origem no século XII, quando um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo.

A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim.

A ordem dos carmelitas venera com carinho o profeta Elias, que é seu patriarca, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem Aventurada Virgem do Carmo. 

Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, esse grupo de eremitas construiu uma pequena capela dedicada à Senhora do Carmo, ou Nossa Senhora do Carmelo.

Posteriormente, os carmelitas foram obrigados a ir para a Europa, fugindo da perseguição dos muçulmanos. Aí se espalhou ainda mais a Ordem do Carmelo.

Com a expulsão dos carmelitas de Israel, a devoção a Nossa Senhora do Carmo começou a se espalhar por toda a Europa. 

Também foi levada para a América Latina, logo no começo de sua colonização, passando a ser conhecida em todos os lugares. E não somente no Carmelo. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas à Senhora do Carmo.

Aparição 

São Simão era um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra. Vendo a Ordem dos Carmelitas ser perseguida até estar prestes a ser eliminada da face da terra, ele sofria muito e pedia socorro à Nossa Senhora do Carmo.

Sua oração, que os carmelitas usam até hoje, foi a seguinte: Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre virgem. Sede propícia aos carmelitas. Ó Estrela do mar.

Então, Maria Santíssima, rodeada de anjos, apareceu para São Simão, entregou-lhe o Escapulário e lhe disse:

"Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal  da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno". 

A partir desse milagre, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

A partir da aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão, a Ordem do Carmelo começou a florescer na Europa e em vários lugares do mundo, permanecendo firme até os dias de hoje.

A palavra escapulário vem do latim escápula, que significa armadura, proteção. O escapulário é uma forma de devoção a Maria Santíssima. 

O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora do Carmo. A pessoa que o usa é coberta com a proteção e as graças da Virgem do Carmo.

O escapulário, segundo o Concilio do Vaticano II é um Sacramental, um sinal sagrado, obtendo efeitos de proteção da Igreja Católica. 

É uma realidade visível que nos conduz a Deus. Santa Tereza dizia que: portar o escapulário era estar vestida com o hábito de Nossa Senhora.

(Fotos: Reginaldo Emídio)


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