Mais de 50 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza

Análise levou em conta mercado de trabalho, distribuição de renda e mobilidade social para levantamento

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta última sexta-feira, 15 de dezembro, uma nova pesquisa com informações sobre a pobreza no Brasil. O estudo "Síntese de Indicadores Sociais" analisou o mercado de trabalho, a distribuição de renda e a mobilidade social. Um dos dados mostra como a escolaridade dos pais influencia o progresso dos filhos.

Metade dos brasileiros conseguiu superar a condição socioeconômica do pai. E menos de 20%  (16,9%) ficaram em uma situação financeira pior. O estudo revela ainda que quanto maior o nível educacional dos pais, crescem as chances do filho ter uma formação melhor. Em cada cem filhos de pais com nível superior completo, setenta (69,6%) se formaram em uma faculdade. Esse número cai para 26,2% quando os pais têm Ensino Fundamental completo ou Médio incompleto.

Desigualdade de raça

A desigualdade também aparece pela cor dos brasileiros. Quando o filho de pai com Ensino Médio incompleto é branco, o número de formados na faculdade é de trinta e dois (31,8%) em cada cem. Mas entre os pretos ou pardos, esse número é menor: dezoito (18,5%) em cada cem.

52 milhões de brasileiros vivem na pobreza e mais de 13 milhões na pobreza extrema

Nesse mesmo levantamento, o IBGE revelou o raio-x da pobreza no Brasil em 2016. Usando o critério internacional, do Banco Mundial, estava na pobreza quem ganhava em valores da época, R$ 387 por mês. Mais ou menos o preço de um prato feito por dia em São Paulo.

Era o caso de 25% das pessoas no Brasil, uma em cada quatro.Em outras palavras, são 52 milhões de brasileiros na linha da pobreza. Para comparar, no país do futebol, isso é dezenove vezes a capacidade de público dos cem maiores estádios do Brasil.

Na pobreza extrema (aqueles que ganhavam o equivalente a R$133,72 por mês no ano passado) estavam mais de 13,3 milhões de brasileiros. Quatro vezes a população de Mato Grosso, por exemplo.

E mais. Desde 2014, quando começou a crise econômica no Brasil, o número de pessoas ganhando até um quarto de salário mínimo aumentou 53%.


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