Magazine Luiza tem nova estratégia: foco no aumento da variedade de produtos

Investidores reagiram positivamente aos planos: as ações encerraram o pregão com uma valorização de 4,47%

Postado em: em Economia

Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza (Foto: Reprodução)

“Se 2019 foi o ano do crescimento chinês, 2020 será o ano do #TemNoMagalu.” É assim que a rede varejista Magazine Luiza definiu as suas diretrizes para os negócios neste ano na divulgação dos resultados do quarto trimestre. 

É uma referência e uma consequência das aquisições anunciadas nos últimos meses, da Netshoes (líder na venda de artigos esportivos pela internet) e da Estante Virtual (plataforma de venda de livros).

Os investidores reagiram positivamente aos planos e aos números divulgados pela manhã desta segunda-feira, 17, antes da abertura do mercado: as ações encerraram o pregão com uma valorização de 4,47%.

No ano passado, o foco foi aumentar a escala dos negócios, o que se refletiu no volume de vendas: a alta chegou a 51% nos três últimos meses do ano, impulsionada pela incorporação da Netshoes. Foi a maior alta da história da empresa.

Como vai funcionar? “Queremos que nossos 25 milhões de clientes ativos saibam que encontrarão, em um único lugar e de forma legal e ética, tudo o que precisam ou desejam”, disse a empresa no seu comunicado ao mercado.

Isso vai se dar por meio da integração das empresas adquiridas e do aumento do número de parceiros do marketplace, além da integração de todos os catálogos de produtos dos vendedores e da gestão interna.

O que dizem os analistas? “A entrada da companhia em novas categorias por meio das aquisições concluídas ao longo dos últimos anos e o crescimento do marketplace devem continuar a contribuir para a expansão do sortimento de produtos oferecido pelo Magalu”, escreveu Pedro Fagundes, analista de varejo da XP Investimentos.

“Acreditamos que os investimentos contínuos na plataforma de serviços da companhia (Magalu-as-a-service) e na aquisição de clientes devem continuar contribuindo para o crescimento acelerado em 2020. Esperamos que isso seja suportado pela posição de caixa de R$ 4,7 bilhões ao final do ano”, completou o analista.

*6Minutos


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