JOVEM ADVOGADO E O MERCADO DE TRABALHO

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​A advocacia mudou ao longo dos anos com os avanços tecnológicos, o mercado econômico e as mídias digitais por meio do Marketing Jurídico e da publicidade permitida pelo Código de Ética.

O tradicionalismo da profissão está caminhando junto às tendências sociais e dando espaço a novas formas de atuação, não só nos ramos novos que o direito vem trazendo, mas também na forma como o advogado lida e prospecta clientes.

Antigamente, ter um escritório físico era o essencial para começar a atuar na área, demandando pouco esforço em busca do cliente. Hoje falamos do coworking, que trata de escritórios compartilhados, que podem ser fixos, diários ou de acordo com a demanda de trabalho. Antes, o termo ‘Advogado Generalista’ era o necessário para o início da prática da advocacia, hoje falamos de parcerias profissionais em áreas de especialização e de nichos de atuação dentro do direito.

Sem dúvida, o espaço para profissionais despreparados ou com pouco conhecimento no seu ramo de atuação é de menor acesso. Nunca se exigiu tanto da prática profissional, não bastando apenas ser um bom entendedor do direito e das leis, mas também um empreendedor, que entenda do mercado e da economia, das tributações, da gestão de escritório, que saiba negociar, dialogar, e vender o seu trabalho de forma valorosa e dinâmica. Fica claro que ser um advogado especialista, seja em qualquer ramo do direito que escolher, é o futuro da lida profissional.

Mas diante desse novo cenário, onde ficam os Jovens Advogados? Apesar da sistemática social de que o Jovem Advogado tem uma longa caminhada de acesso à profissão, o olhar diante desse profissional em início de carreira precisa mudar. O Jovem Advogado de hoje é tecnológico, utiliza os meios digitais a seu favor, sabe lidar com as mudanças sociais, os cenários de crise e a economia deslizante. O Jovem Advogado nunca foi tão engajado na busca pela justiça social.

A ‘Mentoria Reversa’ está aí para quebrar essa perspectiva de que o profissional recém-formado não está apto ao mercado. Esse procedimento está cada vez mais comum nas empresas, onde diretores e CEOs aprendem com os iniciantes. Os benefícios são grandes, dentre eles a melhora na comunicação com o público interno e a atração de novos talentos descobertos, fazendo com que gestores entendam melhor o mercado, com informações novas para liderar.

O futuro da advocacia e a forma que ela se desenvolverá daqui pra frente, condiz exatamente com o Jovem Advogado, sendo que a valorização desse profissional precisa ser implementada pela sociedade. Por isso é importante sempre fixar os princípios éticos da advocacia, dentre eles a ética profissional, o trato com os clientes, a urbanidade com os profissionais da mesma classe, e a valorização da advocacia com o fim do aviltamento de honorários, dentre outros.

Tem espaço para mais advogados? Espaço para novos e bons profissionais sempre existirá, e nós da Comissão da Jovem Advocacia da 13° Subseção de Franca estamos aqui para servir de apoio e suporte para auxiliar o Jovem Advogado nessa busca de aperfeiçoamento profissional. A advocacia possui múnus público e está ligada diretamente ao meio social e as políticas de desenvolvimento. Nunca seremos uma classe desvalorizada, pois o fundamento base da nossa profissão sempre será a ordem social.

Redatora: Lívia Garcia Spirlandeli

*Esta coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.​ 


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