Instituto Butantã coleta escorpiões no cemitério da Saudade em Ribeirão

Município foi construído em solo escorpiônico – animais serão usados na produção de soro

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Pesquisadores do Instituto Butantã estiveram em Ribeirão Preto para capturar escorpiões no Cemitério da Saudade, o maior e mais antigo do município, construído em 1893, e que enfrenta uma infestação desses animais peçonhentos.

O trabalho teve como objetivo orientar as equipes do Programa Municipal de Controle de Vetores e coletar espécies para produção de soro antiescorpiônico. O biólogo Paulo André Margonari Goldone explica que a captura já é realizara no cemitério há muitos anos. “Na realidade, viemos dar um suporte para a Prefeitura. A ideia é capacitação técnica, porque tem uma universidade local, que foi um gerador de possibilidade. Como coletar, armazenar e acabar enviando ao Instituto Butantã para a gente fazer a produção de soro”, diz.

A coordenadora do Programa de Controle de Vetores, Lucia Taveira, explica que as condições nos cemitérios, de forma geral, são favoráveis aos escorpiões: os túmulos são ambientes úmidos, quentes e abrigam muitas baratas, que servem de alimento a esses aninais. “Está escrito na literatura, há mais de 60 anos, que a região de Ribeirão Preto foi construída sobre um solo escorpiônico. O problema não é só em Ribeirão. As espécies que predominam na nossa região são as duas que causam os acidentes mais grave”, afirma.

Por esse motivo, Lucia diz que os moradores devem redobrar a atenção nas visitas aos cemitérios, principalmente durante a limpeza dos túmulos e o manuseio de vasos com flores, e evitar levar crianças a esse local, porque elas são mais vulneráveis, em caso de picada. “Quando as pessoas vierem ao cemitério, devem redobrar o cuidado. Principalmente quando for manusear vasos, qualquer objeto que esteja no chão”, conclui.


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