Giovanni Gallo: bullying sofrido na escola inspirou Dogão em 'Malhação'

O ator viveu o personagem Dogão na novela "Malhação - Viva a Diferença", atualmente reprisada pela Globo

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Giovanni Gallo diz que a experiência em "Malhação" foi bem positiva

As brigas e bullyings da adolescência nunca são fáceis de serem lembrados. Para o ator Giovanni Gallo foi justamente esse período de dificuldades que o ajudou a compor o personagem Dogão, da novela "Malhação - Viva a Diferença", que foi ao ar entre 2017 e 2018 e está em reprise na Globo.

As cenas em que o jovem chega ao colégio Cora Coralina, após sua antiga escola pegar fogo, foram ao ar na última semana, mostrando Dogão bastante problemático. "Ele chegou do meio para o fim [da trama] e já chegou marcando presença", brinca Gallo, que recorda como era reconhecido nas ruas na época, às vezes por pessoas com raiva.

"Era um garoto que não tinha aprendido a lidar com seus sentimentos, por causa disso sempre usava um comportamento indisciplinado e, como válvula de escape, acabava aprontando, para, de certa forma, chamar a atenção. Mas ele é um personagem muito inteligente, com visão de mundo muito interessante."

Para dar vida a um personagem tão problemático, Gallo afirma que buscou inspiração em alguns amigos e, até mesmo, em momentos de sua adolescência em que sofreu bullying: "Muitas vezes os valentões eram pessoas carentes que não conheciam a linguagem do amor e do respeito e se expressavam de forma agressiva e errada."

Apesar de recorrer a essas memórias não tão boas, o ator diz que a experiência em "Malhação" foi bem positiva, com as pessoas lhe dando abraços e querendo saber mais sobre ele assim que pisou no set. Sua primeira cena, um confronto com Keyla (Gabriela Medvedovski), mostrou o clima que ele classificou como "maravilhoso".

"A trama mostra como é realmente a adolescência na vida. A trajetória do meu personagem é belíssima, pois ele muda no final e consegue controlar suas emoções e aprende a como se posicionar no mundo. Nunca considerei ele um personagem ruim, apenas um adolescente que precisava ser escutado e ter uma segunda chance", diz.


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