Defendida por Bolsonaro, hidroxicloroquina está proibida nos EUA

Em vídeo na Internet, presidente brasileiro aparece tomando e elogiando a hidroxicloroquina

Postado em: em Saúde

Antes mesmo de ser diagnosticado com Covid-19 Bolsonaro já propagava a hidroxocloroquina

Antes mesmo de ser diagnosticado com Covid-19, no último dia 7, o presidente Jair Bolsonaro já tomava doses de hidroxicloroquina. 

Nos últimos dias, seu entusiasmo pelo medicamento só aumentou e ele divulgou um vídeo em que sorvia uma pílula branca com água e dizia: "estou tomando aqui a terceira dose da hidroxicloroquina. Estou me sentindo muito bem, estava mais ou menos no domingo, mal segunda-feira. Hoje, terça (dia 8), eu já estou muito melhor do que sábado. Então, com toda certeza, está dando certo".

Apesar disso, nos Estados Unidos, o país que catapultou a hidroxicloroquina globalmente como uma possibilidade de tratamento aos infectados com o novo coronavírus, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde do país retiraram o medicamento, originalmente criado para combater malária, do coquetel de drogas recomendados contra a covid-19.

E, há quase um mês, a agência reguladora de medicamentos e alimentos (FDA, na sigla em inglês), revogou a autorização de uso emergencial, dada em março, para que os hospitais americanos ministrassem hidroxicloroquina aos pacientes com covid-19.

"Com base em análise contínua de dados científicos emergentes, a FDA determinou que é improvável que a cloroquina e a hidroxicloroquina sejam eficazes no tratamento da covid-19. 

Além disso, à luz dos eventos adversos cardíacos graves e de outros efeitos colaterais sérios, os benefícios conhecidos e potenciais de cloroquina e hidroxicloroquina não superam os riscos conhecidos e potenciais do seu uso", afirmou o órgão, em um comunicado no último dia 15 de junho.

O órgão foi além e, há dez dias, publicou uma revisão dos casos de efeitos colaterais graves em pacientes com coronavírus que receberam doses da medicação.


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