CVV de Franca inscreve para curso gratuito de formação de novos voluntários

Interessados devem ter mais de 18 anos e disponibilidade de pelo menos quatro horas semanais

Postado em: em Filantropia

​O Centro de Valorização da Vida (CVV) de Franca vai realizar um curso gratuito para formação de novos voluntários nos dias 05 e 06 de outubro, das 13h30 às 18h30.

Os participantes devem ter mais de 18 anos, disponibilidade de pelo menos quatro horas semanais, e, acima de tudo, vontade de aprender a ouvir sem censura.

O CVV é uma organização sem fins lucrativos que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio gratuitamente, exclusivamente por meio de voluntários devidamente preparados.

Nessas décadas, acumulou experiência com esse acolhimento empático, oferecendo um ambiente livre de críticas e julgamentos para quem procura o serviço. E, desde o ano passado, quando a linha passou a ser gratuita e integrada com todo o país, a procura pelos atendimentos em Franca triplicou. Por este motivo, a instituição precisa de novos ajudantes.

O CVV atende todos os dias da semana, 24 horas por dia, pelo telefone 188, por e-mail, chat ou serviço voip com total sigilo e de forma gratuita.

Inscrições para o curso

Os interessados em se tornar voluntário do CVV podem se inscrever Inscrições pelo WhatsApp (16) 9.9365-4774 ou pelo e-mail: franca@cvv.org.br.

O curso será ministrado na sede da entidade, que fica à Rua Carlos do Carmo, 419, Cidade Nova, nos dias 05 e 06 de outubro (sábado e domingo), das 13h30 às 18h30.

Suicídios no Brasil

O Brasil é o oitavo país do mundo em número de suicídios. São cerca de 12 mil por ano, em média 32 pessoas se matam por dia no Brasil, se tornando a terceira maior causa de morte entre jovens. No mundo, mais de 800 mil pessoas se suicidam anualmente e esse número não para de crescer. 

Um estudo realizado com mais de mil e quinhentos entrevistados em todo o Brasil pela Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, apontou números alarmantes sobre depressão e suicídio no país em 2019.

Segundo a pesquisa, 80% dos brasileiros conhecem alguém que esteja atualmente sofrendo de depressão e 93,5% do total de entrevistados já escutou alguém dizer "isso é frescura" para uma pessoa com depressão e 47,1% concordam que o Instagram deixa as pessoas mais deprimidas.

92,88% acreditam que o melhor canal de ajuda para a depressão é apoio de psicólogos ou psiquiatra; para 88,6% da população, dividir os problemas com os amigos também ajuda, além do auxílio médico, e 93,7% das pessoas dizem que a família é essencial na busca da melhora. Mas 51,1% dos entrevistados acreditam que só há melhoria da depressão com o uso de medicamentos.

É quase um consenso: 99,81% das pessoas acreditam que a depressão pode levar ao suicídio no Brasil. E muitos já conhecem essa realidade pessoalmente ou por pessoas próximas.

72,69% dos brasileiros conhecem alguém que já tentou ou cometeu suicídio. Entre esses, também foi revelado que conhecem em média entre duas e três pessoas que tentaram ou cometeram o ato.

Dos entrevistados que responderam conhecerem alguém que tentou cometer suicídio, 70% afirmaram que a pessoa não sobreviveu. Isso significa que 51% do total de entrevistados já perderam alguém vítima de suicídio.

A média da idade das pessoas que tentaram ou cometeram suicídio ficou entre 26 e 27 anos, sendo a maioria pessoas da família ou amigo próximo (54%), seguido de amigo de convivência (29,76%), familiar distante ou conhecido (29,33%), e colega de trabalho (16,09%).

É preciso ficar atento aos sinais de que alguém está com um comportamento suicida. Segundo os entrevistados, 36% disseram que os suicidas demonstraram desinteresse total; 34,91%, que se afastaram de interações sociais; 27,16%, que ficaram mais silenciosas que o normal, e 20,43%, que começaram a dormir muito. O que dificulta a situação é que 25% disseram não terem notado nenhum sinal de comportamento suicida por parte da pessoa.

48,73% da população afirmam ainda que já pensaram em tirar a própria vida – aproximadamente uma a cada duas pessoas. Destes, quase metade (45,46%) disse que não buscou ajuda para tirar os pensamentos da cabeça, mas outros disseram procuraram tratamento com psicólogos (21,83%), psiquiatras (20,83%) ou terapias alternativas (16,5%). 19,92% reportaram ainda buscar a ajuda de amigos, e 14,09%, conversas com a família.

Dos respondentes que já pensaram em cometer suicídio, 72,08% afirmaram que não possuem mais esse tipo de pensamento, mas 27,92% disseram que ainda pensam em tirar a própria vida.

Quando questionados sobre os fatores que acreditam que contribuem para o aumento de casos de depressão nos últimos anos; 61,89% dos brasileiros dizem que é a falta de perspectiva econômica e o desemprego; 60,09% atribuem à falta de expectativa de vida, segundo eles, o excesso de informação gera confusão interna; 51,81% afirmam serem dúvidas existenciais; 51,68% atribuem ao aumento do uso de internet e redes sociais; 45,27%, cobranças familiares; 28,77%, sedentarismo e falta de exercícios; 25,53%, queda na religiosidade; 12,52%, jogos eletrônicos e RPG; 9,78%, o conteúdo de filmes e séries; 8,66%, as rixas entre amigos e familiares por motivos políticos; 8,47%, hábitos alimentares e 4,55% das pessoas acreditam que pelas mudanças climáticas e desafios ecológicos.


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