Com melhor resultado desde 2014, massa salarial de Franca cresceu 7%

Estudo feito pela ACIF mostra crescimento no 1º trimestre – setor de serviços impulsionou economia da cidade

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Um estudo realizado pelo Instituto de Economia ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca) sobre a massa salarial gerada pelas novas contratações nos primeiros trimestres de 2018 e 2017 na cidade de Franca, mostra que houve um crescimento de 7%, neste ano, o melhor resultado constado desde 2014, ano que marcou o início da recessão econômica no Brasil.

A análise foi feita com base nos dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e representa a soma de todos os salários pagos aos trabalhadores da cidade contratados nos períodos mencionados. No primeiro trimestre de 2018, a massa salarial destes trabalhadores chegou a R$ 20,8 milhões. No ano anterior: R$ 19,4 milhões.

Dorival Mourão Filho, presidente da ACIF, afirmou que o crescimento aconteceu como consequência do reajuste salarial e também o aumento no número de pessoas contratadas. “O crescimento da massa salarial é justificado pelo aumento do número de contratações bem como do rendimento médio dos trabalhadores, ocasionado pelo reajuste anual dos salários”, disse ele.

Ainda de acordo com o estudo, o crescimento verificado foi impulsionado, principalmente, pelo setor de Serviços. Na comparação dos dois trimestres, o aumento chegou a 28,9%. Já o Comércio apresentou variação positiva de 6,59%, enquanto a Indústria de Transformação obteve queda de 0,12%. “O setor de Serviços foi responsável pelas contratações com maiores remunerações. Profissionais da área da educação, como biologia, matemática, física, bem como analista de rede e médico alavancaram a massa salarial do referido setor.”

É válido ressaltar que a Massa Salarial Real (descontada a Inflação), cresceu 6,28% nesse primeiro trimestre. No Estado de São Paulo, o crescimento foi de 9,95%. “Esse é um resultado bastante significativo, pois representa um aumento do poder de compra das famílias, fator importante para a relação de consumo e impulso do setor terciário (comércio e serviços)”, afirma Mourão. “Contudo, ressalto que a depressão econômica pela qual passamos deixou marcas profundas na massa salarial local. Será necessário, pelo menos, um aumento de mais 6,5% para zerarmos as perdas relativas ao período de crise.”


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