Com a chegada do Outono, saiba como se proteger das doenças típicas dessa época

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 21 de março de 2025 às 18:00
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Especialista explica o que fazer para cuidar da saúde nesse período de secura, quando os problemas respiratórios são mais comuns

Conhecido como a estação das mudanças, o outono, que começou nesta quinta-feira (20), marca a transição entre o verão quente e úmido e o inverno mais frio, criando condições favoráveis para o aumento de doenças respiratórias.

O ar mais seco e as oscilações de temperatura impactam diretamente as vias respiratórias, favorecendo a circulação de vírus e agravando quadros alérgicos e inflamatórios.

Além das viroses respiratórias, que causam sintomas como congestão nasal, tosse, dor de cabeça e febre, há um aumento de quadros como rinite alérgica e rinossinusite, agravadas pela baixa umidade do ar e exposição a alérgenos.

Também são comuns a faringoamigdalite, infecção da faringe e amígdalas que provoca dor de garganta, febre e inchaço dos linfonodos; otite média aguda, inflamação do ouvido médio comum após infecções virais, além de bronquite e pneumonia, que podem evoluir a partir de infecções virais ou bacterianas e levar a complicações respiratórias mais graves.

Síndrome aguda

“As doenças respiratórias são um grande desafio nesta época do ano, pois a combinação do ar seco, variações de temperatura e maior circulação de vírus impacta diretamente a saúde da população”, explica o doutor Leonardo Haddad, otorrinolaringologista e presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial(ABORL-CCF).

Segundo ele, “o ideal é investir em prevenção para minimizar riscos e evitar complicações mais graves”,.

O especialista reforça, ainda, que crianças e idosos costumam ser os mais afetados, especialmente por doenças como a síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Função nasal

A exposição ao frio repentino pode comprometer a função nasal e reduzir as defesas naturais do organismo, tornando-o mais vulnerável a infecções.

O tratamento inicial geralmente envolve o uso de analgésicos e antitérmicos comuns, mas, dependendo da duração e gravidade dos sintomas, é essencial procurar um especialista para avaliar a necessidade de intervenção específica.

O presidente da ABORL-CCF alerta que antibióticos devem ser usados apenas para infecções bacterianas diagnosticadas, pois não têm eficácia contra o vírus e podem causar mais prejuízos do que benefícios quando utilizados de forma indiscriminada.

Ele também alerta para o uso frequente de corticoides orais no tratamento de sintomas das vias respiratórias, prática que pode trazer consequências à saúde de crianças e adultos.

Dicas para prevenir doenças respiratórias

Mantenha a hidratação: beber bastante água ajuda a manter as vias respiratórias protegidas e evitar irritações.

Faça lavagem nasal regularmente: o uso de soro fisiológico ajuda a limpar as vias respiratórias, reduzindo o acúmulo de partículas irritantes e prevenindo infecções.

Evite ambientes fechados e pouco ventilados: sempre que possível, mantenha janelas abertas para a circulação do ar.

Lave as mãos frequentemente: a higiene adequada reduz a transmissão de vírus e bactérias.

Atenção à alimentação: uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico.

Use umidificadores de ar ou bacias com água: Isso pode minimizar os efeitos do ar seco dentro de casa.

Procure atendimento médico se necessário: sintomas persistentes ou agravamento do quadro podem indicar necessidade de tratamento específico.


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