O Salário Maternidade e a mini reforma da previdência – MP 871/2019.

Postado em: - Atualizado em:

​Nessa última quarta feira, a Câmara dos Deputados aprovou o texto base da medida provisória 871/2019, agora pendente de aprovação pelo Senado, mas já vigente como se Lei fosse. O salário maternidade foi um dos benefícios que sofreu algumas alterações com a medida. O que é esse benefício, como ele funciona, o que mudou?

O salário maternidade é um benefício garantido à mulher que se afasta de sua atividade, por motivo de nascimento de filho, aborto, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

Ele é devido por 120 dias no caso de parto; natimorto, adoção ou guarda judicial para fins de adoção, e por 14 dias, no caso de aborto espontâneo ou previstos em lei (estupro ou risco de vida para a mãe), a critério médico.

Tem direito a mulher empregada, a microempreendedora (MI); empregada doméstica, desempregada, desde que esteja no período de graça; aquela que contribui como facultativa, como contribuinte individual, a segurada especial (trabalhadora rural) entre outras.

Só há o direito ao benefício se a segurada possuir um número mínimo de contribuições.

Para a segurada empregada não é necessária carência. A segurada especial (ex. trabalhadora rural) deverá provar o trabalho rural nos últimos 12 meses antes do pedido do benefício e a contribuinte individual e facultativa são necessários 10 meses de contribuição para ter direito ao benefício.

Em relação a qualidade de segurada, a medida trouxe mudanças. Ocorrendo a perda dessa qualidade, agora são necessários 10 meses de contribuição antes da data do fato gerador do benefício, qual seja o parto, adoção etc e não apenas 6 meses como antes da Medida.

A mini reforma também alterou o prazo decadencial, qual seja o prazo para pedir o beneficio. Passou a exigir que o requerimento fosse feito em até 180 dias do parto ou adoção. Mas essa recente alteração já sofreu mudanças. Entendeu-se que o curto prazo poderia prejudicar as seguradas que moram em local de difícil acesso. Assim, essa exigência já não vale mais, voltando o prazo anterior, podendo requerer o benefício no prazo de 5 anos do parto, adoção etc.

A medida provisória como já mencionado está vigorando, mas se não for aprovada até a próxima segunda feira, dia 3, perderá a vigência. Vamos aguardar. Acompanhe e fique atento aos seus direitos.

Escrito por Patricia Ribeiro de Oliveira Faggioni, advogada do Escritório Faggioni Advocacia.

Telefone : 16 – 34323385 / 993858609

e-mail: patriciaribeirofaggioni@gmail.com

Instagram - @seusdireitossocias​

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​

AGORA SERÁ OBRIGATÓRIA A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PARA OS MOTORISTAS DE APP

Postado em:

​Quem não conhece alguém que passou a trabalhar como motorista de aplicativo como uber e o 99?

Esse tipo de ocupação está crescendo e ajuda muita gente que está desempregada e/ ou precisando aumentar a renda.

Tratando de regulamentar a profissão, semana passada o Governo publicou um Decreto tornando obrigatória a contribuição ao INSS para os motoristas de aplicativos como Uber, 99, Cabyfi, já a partir do próximo mês.

A responsabilidade pela contribuição será do trabalhador, o que pode gerar contragosto, porém, é válida, pois o motorista passará a ter direito a benefícios previdenciários, se tornando segurado da previdência social por uma pequena contribuição, se assim desejar.

Dessa maneira, no caso de um acidente de trânsito, doença, falecimento, gravidez, entre outros, o (a) motorista não ficará sem as garantias do INSS, como auxílio-doença, pensão por morte aos dependentes, auxílio-maternidade, entre outros, bem como o trabalhado exercido passa a somar no tempo para futura aposentadoria.

Para contribuir poderá abrir um MEI (micro empreendedor individual) e contribuir com apenas 5% do salário mínimo, a quantia de R$ 50,00 (cinqüenta reais). (Possível para aqueles que recebem até 81 mil reais no ano).

Poderá contribuir também como contribuinte individual com diversas alíquotas, de até 20% do teto do INSS.

Atenção!No Decreto foi previsto que as empresas de transporte poderão fazer acordos com o Dataprev para confirmar se o motorista está realmente inscrito no INSS, então é importante respeitar o Decreto.

Se você é motorista de app, ou conhece algum, informe-se ou passe a notícia, pontuando aqui que é importante saber qual o melhor tipo de contribuição para o trabalhador em questão.

Um advogado previdenciário saberá indicar qual o melhor tipo de recolhimento baseado nos recolhimentos anteriores do trabalhador, bem como se é necessária a contribuição - como no caso do motorista ter outro trabalho; qual o valor que contribui; se é empregado do setor privado ou público, entre outras.

Escrito por Patricia Ribeiro de Oliveira Faggioni, advogado no Escritório Faggioni Advocacia.

Contato: patriciaribeirofaggioni@gmail.com

telefone : 16 - 993577059

blog jurídico instagram - @seusdireitossociais

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

SAIBA SE VOCÊ JÁ PODE SE APOSENTAR

Postado em:

​No dia 20 de fevereiro deste ano, o Presidente da República entregou aos Presidentes da Câmara e do Senado a proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência.

Entretanto, enquanto a Reforma da Previdência não é aprovada, as principais possibilidades de se garantir a aposentadoria são:

Aposentadoria por Idade Urbana: Idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens. Além de comprovar o mínimo de 180 contribuições (15 anos).

Aposentadoria por Tempo de Contribuição: necessário comprovar o tempo total de contribuição de 30 anos se mulher e 35 anos se homem. Não há idade mínima, entretanto a aplicação do fator previdenciário é obrigatória.

Aposentadoria por Tempo de Contribuição – Regra 86/96 progressiva: o segurado (a) terá que comprovar 86 pontos, se mulher, e 96 pontos se homem, somando a idade com o tempo de contribuição. Nesse caso, a aplicação do fator previdenciário é opcional.

Aposentadoria por Idade Rural: devido ao cidadão que comprovar o mínimo de 180 meses trabalhados na atividade rural, além da idade mínima de 55 anos, se mulher ou 60 anos, se homem.

Aposentadoria por Invalidez: benefício devido ao trabalhador permanentemente incapaz de exercer qualquer atividade laborativa e que não possa ser reabilitado em outra profissão.

Aposentadoria por Tempo de Contribuição do Professor: necessário comprovar 30 anos de contribuição, se homem, ou 25 anos, se mulher, exercidos em funções de magistério na Educação Básica.

Caso você se encaixe em algum desses casos, entre em contato com um advogado previdenciário para auxilia-lo. Evite burocracia nos postos de atendimentos do INSS.

Escrito por Maria Júlia Marques Bernardes, advogada. Telefone para contato: (16) 3724-0189

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

NÃO TRABALHO. POSSO ME APOSENTAR? CONHEÇA A CONTRIBUIÇÃO FACULTATIVA.

Postado em: - Atualizado em:

​Essa é uma dúvida comum entre aqueles que não exercem atividade remunerada e desejam ter uma cobertura do sistema previdenciário.

Respondendo a pergunta acima, sim, é possível, mesmo sem trabalhar, ter direito aos benefícios previdenciários, inclusive a aposentadoria. Isso se dá mediante o recolhimento de contribuição previdenciária.

A título de exemplos mais comuns, os desempregados, as donas (os) de casa, o síndico de condomínio (sem remuneração), os estudantes, tem como possuir direitos previdenciários.

Mas antes é preciso avaliar o melhor tipo de contribuição para suas necessidades, se tem condições de contribuir, entre outros.

Muitas dessas pessoas contribuem como autônomas (denominadas contribuinte individual), por falta de informação.

Essa contribuição não é a correta e pode trazer problemas no futuro, pois o contribuinte individual é pessoa física que desenvolve seu trabalho por conta própria e possui renda. Aquele que não trabalha deve contribuir como facultativo, ou seja, não estando obrigatoriamente vinculado a previdência social, opta por contribuir para a sua inclusão no sistema protetivo.

O segurado facultativo pode contribuir sobre 20% do salário mínimo ou sobre o teto, regra geral; 11% do salário mínimo no plano simplificado e ainda sobre 5%, também do salário mínimo, no caso do trabalhador doméstico, dona(o) de casa.

Se decidir recolher com a alíquota de 11% sobre o salário mínimo, não terá direito a aposentadoria por tempo de contribuição, apenas à aposentadoria por idade ou invalidez.

Mudou de idéia? Se desejar aposentar-se por tempo de serviço, poderá desde que faça uma contribuição complementar, recolhendo 9% a mais com juros.

Há ainda a possibilidade de recolher apenas 5% do salário mínimo conforme a Lei 12.470/2011, que prevê o direito para o trabalhador doméstico, assim considerado, aquele que se dedique apenas ao trabalho no âmbito residencial e pertença a família de baixa renda, devidamente inscrita no CadÚnico, exigida a renda mensal (da família) de até dois salários mínimos.

Para o recolhimento será preciso gerar uma guia de pagamento no site do INSS ou comprar carnês e preenchê-los manualmente, informando o código da categoria escolhida.

O pagamento mensal deve ser feito até o dia 15 de cada mês. Se a data cair em um feriado ou em um final de semana, deve pagar no dia útil seguinte. Há também a possibilidade de recolhimento trimestral, que garante os mesmos direitos que a contribuição mensal.

Assim, aquele que não trabalha por ser dona (o) de casa, por estar desempregado, ou em qualquer outra situação que não seja obrigatória a filiação à previdência social, pode optar por filiar-se mediante contribuição e ter direito aos benefícios previdenciários.

Consulte um advogado especializado que poderá orientá-lo sobre qual o melhor tipo de recolhimento, resguardando seus direitos.

Escrito por Patrícia Ribeiro de Oliveira Faggioni, advogada - Escritório Bernardes e Faggioni Advocacia.

Contato: patriciaribeirofaggioni@gmail.com - Telefone: (16) 993577059 - instagram - @seusdireitossociais.

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​

DIA DO TRABALHO: CONHEÇA ALGUNS DIREITOS TRABALHISTAS

Postado em:

Na última quarta-feira (1º de maio) comemorou-se o dia do trabalho. Como forma de enaltecer a luta dos trabalhadores e celebrar este dia, nada melhor do que conhecer alguns dos principais direitos trabalhistas garantidos ao empregado.

Os trabalhadores com carteira assinada possuem direitos garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e pela Constituição Federal, sendo eles:

  • REGISTRO NA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL (CTPS):
  • JORNADA DE TRABALHO:
  • 13º SALÁRIO:
  • FÉRIAS REMUNERADAS:
  • FGTS
  • SEGURO-DESEMPREGO

O registro do trabalho na CTPS é obrigatório, bem como todas as informações da relação empregatícia, como data de admissão, função, salários e data de desligamento.

. A CLT prevê a quantidade máxima de 8 horas diárias e no máximo 44 horas semanais.O tempo trabalhado além da carga horária é considerado hora extra.

Garantido pela Constituição Federal, o 13º é um salário extra pago ao trabalhador no final do ano. O valor deve ser igual à remuneração do mês de dezembro. Para os empregados que ainda não tiverem completado 01 (um) ano de trabalho, o valor do 13º será proporcional aos meses de trabalho.

Após completar um ano com registro em carteira, o trabalhador terá direito a usufruir de um período de 30 dias de férias remuneradas.

O empregador, mensalmente, deverá depositar um valor correspondente a 8% do salário bruto para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em uma conta no nome do trabalhador.

Benefício previdenciário pago ao trabalhador em caso de demissão sem justa causa.

Esses são apenas alguns direitos garantidos pela CLT ao trabalhador. O rol de garantias é extenso. Para conhecer todos os direitos, procure um advogado para auxilia-lo e conferir se você realmente recebe e usufrui todas as garantias que a lei confere.

Escrito por Maria Júlia Marques Bernardes, advogada.

mariajmbernardes@gmail.com

Telefone: (16) 3724-0189

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​

Decisões judiciais favoráveis à isenção do IR sobre benefícios previdenciários

E à restituição dos valores descontados

Postado em:

Aproveitando o mês de Abril, em que se encerra o prazo para a declaração do Imposto de Renda, abordado semana passada aqui em nossa coluna, destaco que beneficiários com doenças graves estão obtendo decisões judiciais favoráveis ao direito à isenção do recolhimento do Imposto de Renda sobre seus benefícios e ainda à restituição do indébito.

Como já falado, existe previsão legal para a isenção do IR (Lei 7713/88) nos proventos de aposentadoria recebidos por portadores de moléstia grave, como a cegueira, câncer, AIDS, entre outras. Porém, em muitos casos o beneficiário tem o pedido de isenção negado na esfera administrativa. A alternativa para a aplicação da lei tem sido a via judicial.

Para ser isento do Imposto de Renda, deve-se comprovar a doença por meio de laudo médico, que deverá conter a data em que a enfermidade foi contraída e se a doença é passível de controle, o prazo de validade do laudo.

O interessado não precisa passar pela perícia médica, mas tem que apresentar a documentação na unidade do INSS responsável pelo benefício, juntamente com um requerimento específico para esse fim, podendo apresentá-la também na Receita Federal. Desta forma, assim que houver o reconhecimento da isenção, os descontos em fonte não serão mais efetuados no pagamento dos benefícios.

Mesmo que a doença tenha sido contraída após a aposentadoria, há o direito a isenção.

O Judiciário tem considerado desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento da isenção, aceitando a comprovação da moléstia grave mediante outros elementos. Assim, negada a isenção pelo órgão administrativo, caberá ao juiz, diante das provas trazidas aos autos, formar seu convencimento livremente, acerca da existência da doença e o direito à isenção.

Aqueles que se encaixam nos critérios de isenção e tiveram descontado o imposto indevidamente, tem ainda o direito a restituição dos valores pagos, corrigidos monetariamente, respeitada a prescrição qüinqüenal (devido apenas os últimos 5 anos).

Esse foi o entendimento em recente julgamento que confirmou a sentença de procedência à pessoa com cegueira monocular concedendo o direito à isenção do imposto de renda bem como a restituição dos valores indevidamente descontados, observando-se a prescrição qüinqüenal. (TJ-MG - Remessa necessária -10000181315797001 MG, Relator Paulo Balbino, data do julgamento 26/03/2019, data da publicação 02/04/2019).

Fique atento aos seus direitos! Se você possui alguma doença grave, ou conhece alguém que possua, informe-se sobre a possibilidade da isenção aqui tratada, bem como a de requerer a devolução do imposto descontado indevidamente. Consulte um advogado especializado.

Escrito por Patrícia Ribeiro de Oliveira Faggioni, advogada, proprietária do escritório Bernardes e Faggioni Advocacia e do blog jurídico @seusdireitossociais.

patriciaribeirofaggioni@gmail.com

Telefone : (16) 993577059


*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​

PRECISO DECLARAR MEU BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA?

CONFIRA ALGUNS CASOS DE ISENÇÃO

Postado em:

O prazo para declaração de imposto de renda termina em 30 de abril de 2019. Nesta época do ano sempre surgem muitas dúvida sobre a declaração do imposto. Neste contexto, surge a pergunta: preciso declarar meu benefício previdenciário (aposentadoria, auxílios, etc.) na declaração de imposto de renda?

A resposta é sim. Entretanto é importante lembrar que declarar não significa precisar pagar o imposto. Benefícios previdenciários como auxílio-acidente, auxílio-doença e auxílio-reclusão são isentos de recolhimento, e, portanto deverão ser declarados como “rendimentos isentos e não tributáveis”.

Por sua vez, as aposentadorias por tempo de contribuição, por idade e especial estão sujeitas ao recolhimento de impostos. Neste contexto também entra a pensão por morte.

Uma questão de suma importância e que é motivo de inúmeras dúvidas são os casos de isenção de imposto renda. O que é a isenção? É um benefício previsto em lei, onde pessoas que tem direito a essa isenção são dispensadas do pagamento do imposto.

Destacamos alguns casos de isenção:

01. Pessoas com rendimento mensal inferior ao valor de R$ 1.999,18;

02. Aposentado que possuem mais de 65 anos de idade e sobrevivem de forma exclusiva do seu benefício.

05. Além dessas pessoas, também é possível solicitar a isenção do imposto de renda casso possua alguma das enfermidades abaixo:

AIDS; Alienação mental; Tuberculose ativa; Cardiopatia grave; Paralisia incapacitante e irreversível; Cegueira; Neoplasia maligna; Contaminação sofrida por radiação; Nefropatia e hepatopatia grave; Doença de Paget em estado avançado; Hanseníase; Doença de Parkinson; Fibrose cística; Esclerose múltipla; Espondiloartrose anquilosante.

Para ter direito a isenção, é necessário fazer um requerimento junto a Receita Federal ou até mesmo pelo próprio site da Receita. Em casos de dúvidas, consulte um advogado para auxilia-lo.

Escrito por Maria Júlia Marques Bernardes, advogada.

mariajmbernardes@gmail.com

Telefone: (16) 3724-0189

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​

Direitos Da Pessoa HIV Positiva frente ao INSS e a Revisão De Benefícios

Postado em:

Aquele que convive com a síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) pode fazer jus a algum benefício previdenciário, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou BPC (“LOAS”).

No caso da aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença, é preciso possuir qualidade de segurado, dispensada a carência, por estar a AIDS incluída no rol das doenças isentas desse requisito. Para aquele que não contribui para a previdência existe o Benefício de Prestação Continuada, destinado à pessoa que se encontra em estado de miserabilidade.

Para saber se há o direito a algum desses benefícios, é necessária uma análise mais ampla, não apenas da incapacidade, o que gera problemas para os beneficiários e pretendentes aos benefícios.

Desde o início da operação “Pente Fino” muitas pessoas tiveram que passar por uma rápida perícia médica, e de acordo com dados do Ministério da Cidadania, após 1,18 milhões de perícias, 578,5 mil pessoas que convivem com o HIV perderam o benefício.

Porém, muitas dessas pessoas, enfrentam um isolamento social de muitos anos, sem acesso ao mercado de trabalho. Como é possível tirar o benefício dessa pessoa e fazê-la voltar a trabalhar depois de tanto tempo, algumas já na faixa dos 50 anos? Haverá disponibilidade de emprego para elas depois de grande período afastadas? E o preconceito?

Somente a perícia médica muitas vezes é insuficiente para avaliar cada caso. Além de verificar a incapacidade física, é preciso também analisar a incapacidade social da pessoa que convive com o HIV, além do trabalho exercido por ela, se este a expõe a riscos, levando em consideração a necessidade de prevenção às outras doenças devido à baixa imunidade, tudo isso a fim de determinar sua incapacidade em sentido amplo.

É previsto na súmula 78 da TNU, que: “Comprovado que o requerente de benefício é portador do vírus HIV, cabe ao julgador verificar as condições pessoais, sociais, econômicas e culturais, de forma a analisar a incapacidade em sentido amplo, em face da elevada estigmatização social da doença.”

Por exemplo, se indivíduo mora em uma cidade pequena, de médio porte, ou então sempre trabalhou em um ramo específico, ex. fábrica de sapatos, o que facilita que todos saibam que é HIV positivo e por isso, ele não consegue encontrar emprego, ou é demitido discriminatoriamente após pequeno período de trabalho, apesar de estar plenamente capaz, física e psicologicamente - neste caso, será considerado socialmente incapaz e poderá ter direito a um benefício do INSS.

Assim, é necessário avaliar de maneira mais ampla a vida do trabalhador, a profissão que exerce, o estigma social, além do grau de incapacidade, possuindo direitos previdenciários comuns às demais pessoas que possuem quaisquer outras doenças.

Caso você o seu requerimento ao INSS seja negado ou então tenha seu benefício cessado, ambos por “falta de incapacidade para o trabalho”, a negativa do INSS ou alta médica, pode ter sido indevida.

Um advogado especializado em direito previdenciário poderá auxiliá-lo, podendo tomar as providencias cabíveis para conseguir o deferimento do seu benefício ou o seu restabelecimento, pleiteando ainda valores atrasados, indenizações no intuito de reparar os danos causados. Fique atento, informe-se sobre seus direitos.

Escrito por Patricia Ribeiro de Oliveira Faggioni, advogada do escritório Bernardes e Faggioni Advocacia e do blog jurídico @seusdireitossociais_bfadv.


*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​

FOI APOSENTAR E DESCOBRIU QUE A EMPRESA NÃO RECOLHEU O INSS?

Postado em:

Segundo um estudo previdenciário realizado por especialistas, essa situação é cada vez mais frequente. Diversos empregados ao tentaram receber algum tipo de benefício previdenciário, ou até mesmo se aposentarem, se surpreendem com a informação de que o empregador não realizava o repasse das contribuições.

A falta de repasse, ou seja, a não contribuição mensal, prejudica a contagem do tempo de contribuição, o período de carência e a qualidade de segurado, e por esses motivos, a Previdência Social indefere a concessão de benefícios e aposentadorias.

Os trabalhadores que possuem carteira assinada, obrigatoriamente, são segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e mensalmente tem descontados de seus salários de 8% a 11% para repasse à Previdência. O referido desconto garante ao trabalhador benefícios previdenciários e a contagem de tempo para a aposentadoria.

Neste prisma, quando o empregador deixa de realizar o repasse a Previdência, o prejuízo causado ao empregado é enorme. Além de prejudicar o trabalhador, a empresa que desvia esse dinheiro para outros fins, comete o crime de apropriação indébita previdenciária.

Mas como fica a situação do empregado?

O trabalhador não poderá ser prejudicado. A responsabilidade do pagamento e repasse da contribuição é do empregador e não deve, em hipótese alguma, prejudicar o empregado.

Assim, nos casos em que o trabalhador é surpreendido com algum indeferimento do INSS sob o argumento de falta de repasse de contribuições, será cabível um recurso na via administrativa demonstrado o efetivo labor ou a propositura de uma ação judicial. É cabível ainda uma ação contra a empresa para ver ressarcidos seus direitos.

Consulte sempre um advogado para auxilia-lo e resolver o problema da melhor maneira.

Escrito por Maria Júlia Marques Bernardes e Patricia Ribeiro de Oliveira Faggioni, sócias e advogadas do escritório Bernardes e Faggioni Advocacia.


*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​  

PLANEJAMENTO PREVIDENCIÁRIO - VALE A PENA?

Postado em:

O sistema previdenciário e as regras que envolvem os pedidos de aposentadoria no Brasil são burocráticos e complexos. Por isso, o planejamento previdenciário é importante e faz toda a diferença.

Trata-se de um serviço de organização e de preparação para a aposentadoria que tem como objetivo garantir que o trabalhador se aposente no melhor momento e com o benefício mais vantajoso possível.

Por meio de um estudo minucioso da vida previdenciária do segurado, incluindo a análise do histórico do tempo de serviço, das contribuições previdenciárias e idade, um profissional especializado apresenta ao cliente um Parecer Jurídico Previdenciário com a contagem de tempo de contribuição, o tipo de aposentadoria indicada para aquele caso, a melhor data para se aposentar e os valores que poderão ser recebidos, bem com todos os documentos necessários.

Em um breve apontamento, os benefícios por realizar o planejamento de sua aposentadoria são muitos, destacamos alguns deles:

•Entender sua situação previdenciária;

•Saber quais as opções de aposentadoria para o seu caso;

•Identificar se vale a pena aumentar o valor das contribuições e até mesmo continuar contribuindo;

•Definir o melhor momento para o pedido de aposentadoria;

•Evitar prejuízos financeiros.

Conhecendo o trâmite, a documentação, as provas aceitas pelo INSS e os possíveis resultados, confere-se maior segurança ao segurado, evitando sustos, dores de cabeça durante o processo de aposentadoria, bem como frustrações.

Muitos trabalhadores protocolam seus pedidos de aposentadoria imaginando o recebimento de um valor, e, no fim, recebem uma aposentadoria bem inferior a esperada, o que poderia ser evitado com o planejamento previdenciário.

Um caso prático. Um senhor que completou 35 anos de contribuição em 2012, e fez o requerimento de sua aposentadoria por conta própria, foi aposentado com um valor de aproximadamente R$1.200,00. Fazendo a sua evolução salarial, nesse ano de 2019, esta recebendo por volta de R$1.800,00. Caso tivesse esperado e requerido a sua aposentadoria em 2015, hoje estaria recebendo cerca de R$ 2.500,00, valor aproximado de R$ 700,00 a mais todo mês. Na época continuou trabalhando e poderia esperar para requerer o benefício.

Cabe lembrar que não existe mais a possibilidade de desaposentação, tese jurídica por meio da qual o aposentado, depois de trabalhar e contribuir por mais alguns anos após a aposentadoria, requeria a desaposentação visando à inclusão desses anos a mais de trabalho e consequentemente o aumento do valor de seu benefício. Essa possibilidade foi barrada na Justiça.

Assim, o valor com o qual você se aposentar é permanente (a não ser que seja caso de revisão). Não adianta pensar que continuar contribuindo vai mudar isso.

Resta clara a importância do planejamento previdenciário. É a melhor forma de garantir uma boa aposentadoria em um futuro próximo ou um ainda distante, investindo em planejamento, visando o recebimento de um benefício adequado, uma recompensa justa pelos longos anos dedicados ao trabalho. Procure um advogado previdenciário e faça o seu o quanto antes!

Escrito por Patricia Ribeiro de Oliveira Faggioni e Maria Júlia Marque Bernardes, sócias e advogadas do escritório Bernardes e Faggioni Advocacia e do blog jurídico no instagram @seusdireitossocias.


*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.​​​​​​​​