MÚSICA EM SILÊNCIO

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Aos poucos alguns palcos estão voltando a apresentar seus concertos na maioria Solo.

O que vimos neste período de Quarentena ( e que ainda estamos vivendo) foi um desespero do ser humano em se conectar ao outro. Somos seres que não conseguimos viver solitariamente, por mais que isso se faça necessário de vez em quando.

A Solitude é abençoada quando aproveitamos para praticar o autoconhecimento, mas depois queremos compartilhar a vida, o amor, as conquistas, as vitórias e até as derrotas porque somos seres ‘ coletivos’.

                                

Bênção de Deus na Solitude é esta preciosidade que tanto me acolheu, abraçou, me fez chorar, agradecer, me ajoelhar e louvar. Momentos de solidão são importantes para que possamos acessar o divino.

   

No link acima vemos a entrevista do Grande Baremboim falando-nos da obra de Schumann, falando sobre acústica, enfim... tantos projetos majestosos e maravilhosos com relação à música , estão em pausa... E isso nos causa uma tristeza enorme.

Que possamos nos recordar de momentos de ‘ aglomeração musical’ e orarmos a Deus, na nossa Solitude para que possamos nos reunir em breve para degustarmos desses momentos de êxtase espiritual!

Neste link deliciem-se com André Rieu e a tamanha aglomeração de talentos, arte, beleza, que ele sempre apresentou!

Poderia estar aqui selecionando vários momentos de MÚSICA AGLOMERADA... momentos de tantas pessoas juntas em shows, concertos, corais, orquestras, mas convido você a escolher o seu gosto pessoal e se deliciar com os momentos preferidos de sua alma e mentalizarmos que tudo isso chegue ao fim para que possamos cantar muito, tocar muito em conjunto, aglomerarmos em concertos e tudo mais!

Bom dia amigos!

OUVIR, SENTIR, ABSTRAIR, CURAR-SE!

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Há quem diga que ouvir música é apenas relaxante ou estimulante para os sentidos.

Sim, é relaxante, quando você se entrega aos sons de forma a absorvê-los de forma a entrarem no cérebro e promoverem um descanso.

Sentir a música é captar a ideia do compositor, o que ele quis transmitir através daqueles sons, quando somente melodias, sem letra.

Abstrair é ir além do ouvir e sentir, é captar todo o contexto musical, toda a proposta daquela composição, todo o universo de sons ali contidos, deixar-se envolver por uma gama de ideias, combinações, sentimentos, e até personalidade do compositor.

Outro estágio é curar-se. 

Dependendo do estado de espírito em que nos encontramos, escolhemos a música que melhor condiz com aquele estado e nos conectamos a ele para que haja uma identificação de sentimentos, ideias e possamos nos sentir abraçados pelo som. 

Acontece que quando estamos nervosos e buscamos uma música que seja compatível com este estado, isso se potencializa. Num primeiro instante, há a conexão e a identificação pela semelhança de estado de espírito, mas não há cura, há apenas o som que entende o que estamos sentindo e essa compreensão muitas vezes dá a sensação de nos sentirmos ‘ em casa’. Mas quando queremos transmutar este nervosismo, por exemplo, é preciso subir alguns degraus e passar de um estágio para outro. 

Muitas vezes quando estamos irritados e colocamos uma música tranquila, não nos identificamos de forma alguma porque não tem aquela informação ali conosco. O que é preciso fazer? Uma seleção de músicas que nos proporcione subir os degraus e ir mudando de humor gradativamente.

Para cada pessoa existe um tipo de ‘ preferência musical’, que se houver o autoconhecimento e abstração para poder ouvir, sentir, abstrair, logo descobrirá a seleção particular.

Mas, atualmente com as Frequências Sonoras de cura, tocadas por 22 minutos, percebo que elas mudam o estado de espírito mais rapidamente do que uma seleção. São estudos feitos para que isso possa ocorrer e também tratar os órgãos do corpo, além dos sentimentos.

Sem o autoconhecimento e as vibrações pessoais de cada um, ficamos como zumbis aceitando todo tipo de som que vem sem fazermos aquela escolha tão necessária.

Música é frequência. Música é vibração. Música é sentimento. Música é emoção.

E nós, somos tudo isso junto.

Outro dia, recebi esta música da Tete Espíndola como um despertar para que eu pudesse prestar atenção ao recado da pessoa. Precisou de letra.

Mas pensando em fatos históricos, política, sentimentos nacionalistas, amor ao país, por exemplo, se ouvirmos as Polonaises de Chopin este sentimento pode ser despertado, sem que haja qualquer letra.

                  

O que quero dizer com isso? Não há necessidade da letra para induzirmos alguém a pensar, sentir, abstrair ou curar-se ou até mesmo influenciá-la a mudar seu esteado de humor.

E assim, sugiro que mergulhem na ABSTRAÇÃO ! Pesquisem, ouçam , sintam, se entreguem, abstraiam e escrevam o que sentem ao ouvir qualquer melodia sem letra. Observem suas reações no corpo. Isso é autoconhecimento no mais profundo do ser!

Boa semana a todos!

O CHORO DA QUARENTENA

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  ​Hoje tenho vontade de chorar o choro da tsunami emocional que ocorreu em nossas vidas. 

Não vejo minha neta há quase 2 meses, não posso brincar com ela, vê-la crescer, curtir suas gracinhas, poder partilhar a vida com ela, simplesmente um tsunami: cortou tudo.

Não posso receber as pessoas na Sala Franz Liszt que demorei quase 4 anos pra deixa-la no ponto, com recursos e tudo mais... Um tsunami, de repente ela teve que ser fechada quando estava do jeito que eu queria.

Não posso sonhar muito mais tempo porque a idade está anunciando uma reta final, não há muito o que traçar de planos para recuperar ou reconstruir o que a tsunami do Covid nos deixou.

Completamente sozinha com meu computador, meus alunos online, vou sobrevivendo ainda com a esperança de ver estas crianças e jovens perseverarem no estudo de um instrumento que é um companheiro para todas as horas. Escrevo porque gosto de expor ideias, compartilhar sentimentos e nunca escrevi tanto como nesta quarentena, resolvi fazer o primeiro Diário da minha vida.

Mas existe um outro CHORO que é o estilo musical que nos alegra, mostra o jeito faceiro do brasileiro, e levanta o astral . Que possamos curtir ESTE CHORO neste período agora para ativarmos nossas células no quesito ‘ alegria’.

Um dos meus alunos resolveu estudar o Brasileirinho e está enfrentando o desafio com uma louca vontade de coloca-lo logo no andamento. O processo de estudo é tão rico, que não se pode medir a quantidade de emoções e aprendizados neste período. E acredito que  no Choro temos um pouco de alegria nesta fase tão complicada e desesperançosa em que vivemos, especialmente na cidade de Franca que se mantém na faixa vermelha e laranja.

                                                            

Neste link acima fiquem com imagens do nosso Brasil! 

E vamos em frente até onde Deus programou pra nós!

Bom dia amigos!

ACEITAÇÃO – CONSOLAÇÃO

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O som não pede licença, ele apenas entra e invade nosso ser por inteiro, cada célula, cada parte do cérebro, cada pensamento, e vai transformando tudo, vai modificando vibrações,  vai nos transportando para esferas superiores( conforme a música) ou também esferas inferiores se a música for de baixa vibração.

Eu te pergunto: o que mais pode nos levar a aceitação do que sons que penetram no cérebro e no coração trazendo bênçãos divinas? O que mais?

            

As 6 Consolations de Franz Liszt vem como presente divino em nossos dias de isolamento como se nos dissessem: aceitem! É uma Consolação divina , é um presente dos céus a transformação pela qual estamos passando! Arrancam-se de nós as ervas daninhas da vaidade, da futilidade, da exibição, para nos colocar pensativos olhando para dentro de descobrindo quem somos nós de fato, sem adereços que nos escondem.              

      

E deixo aqui a mesma música sentida, interpretada e apresentada por 3 pessoas diferentes, cada uma sentindo-a a seu modo. 

E já ouvi várias vezes esta Consolação com vários pianistas, mas imagino que Liszt a tocaria com toda sua forma peculiar de ser e transmitir os sons divinos: com louvor, vigor, transcendência, elevação de alma e ao mesmo tempo aterrando-se , corpo e alma unidos , mãos postas em oração ao piano, agradecendo, aceitando, despojado de todo e qualquer formato... 

É interessante ver uma partitura escrita para todos da mesma forma e cada um interpretá-la a seu modo e extrair sons do piano de formas diferentes, e seu corpo expressar cada um a seu modo o que o som lhe transmite.

Convido-os a ouvirem estas Consolações, que cada um toca à sua maneira e imaginarem como teria feito o grande mestre que a compôs. Vamos abstrair e sentir as diferentes formas de expressão!

E aceitemos!

A quarentena é uma Consolação! 

PANDEMIA E A MÚSICA

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Por várias vezes escrevi sobre a música e sua utilidade, mas nunca ela foi tão necessária como neste período de isolamento.

Outro dia uma pessoa me ligou pedindo pelo amor de Deus que atendesse presencialmente para aulas, porque ela precisava de alguém pegando em suas mãos, conduzindo os estudos, que foi acostumada a ser guiada.

Vemos neste pedido, como tantos que tenho recebido, que nós brasileiros principalmente, nos acostumamos a ser guiados pelas mãos. De repente soltaram das nossas mãos e nos deram uma máquina para nos comunicarmos com as pessoas.

Neste processo frio da informática não conseguimos abraçar, sentir a energia do contato, olhar nos olhos e captar a mensagem, porque virtualmente mesmo que se olhe para a câmera, o olho está do outro lado. 

Por algumas vezes, quando meus alunos conseguem olhar para a câmera e ficarem conectados com os meus olhos e eu com os deles, há uma comunicação mais verdadeira e transparente. Mas nem sempre isso acontece porque existem outros movimentos ao redor deles, outra energia, outros barulhos que interferem na comunicação , isso quando a internet está boa, porque tem vezes que desconecta no meio da conversa ou da execução, o que também faz parte. Desconectar faz parte.

Já percebeu como é difícil se manter olhando para a câmera? Olhar para um botão e passar o seu eu verdadeiro, sem ter o retorno do outro olhar? O que o outro estará sentindo? Como estará recebendo a mensagem? 

Nesta linha de raciocínio percebo que é hora da essência se comunicar, e o que o outro estará sentindo já passa a ser com ele. Não chega a ser um processo egoísta, mas penso que é um processo de olhar para si e filtrar o que está sendo dito, compreender, administrar, avaliar e concluir. Como estamos crescendo!

Desenvolver percepções é nosso desafio. Não deixar para o outro decidir, para o professor somente avaliar, mas partir para o autoconhecimento e auto avaliação. É algo que não estamos acostumados a fazer. É tão mais fácil chegar à escola e receber uma ‘ nota ‘ do professor e questionar:  ah.. O professor tal me deu uma nota baixa, ou fui premiado porque recebi tal nota do professor tal. Agora, é bem diferente. Você se dá a nota para o que você fez. Claro que o mestre está ali avaliando, pontuando, continua dando notas, mas na verdade você aluno de qualquer disciplina, de qualquer instrumento musical sabe que a sua parte agora é tão importante quanto a do seu mestre.

Divisão de responsabilidades.

Os pais, por sua vez, que entregavam às escolas a responsabilidade de educarem os seus filhos, agora precisaram pegar as rédeas e assumirem totalmente o ensino. Fico me lembrando dos músicos de antigamente que recebiam suas primeiras noções de música geralmente de seus pais. Alguns, de professores que iam até suas casas. O mestre sempre foi essencial porque já trilhou o caminho das pedras e pode conduzir os alunos a chegarem aos seus destinos, mas ele pegava nas mãos para que o aluno não caísse.

Agora, mostra-se o caminho e deixa-se a pessoa seguir com suas próprias pernas, seus pés, sua percepção de onde pisar, o que fazer como andar, por onde seguir. 

Estamos crescendo meus amigos! Como estamos crescendo!

Na antiguidade, os mestres eram reverenciados porque tinham a sabedoria. E os discípulos buscavam os mestres para lhes ensinar. Hoje o mestre é você na maioria das vezes.

Nesta pandemia, descobriram o estudo de um instrumento musical. E sabe por que o piano é o mais procurado por aqueles que despertam? Porque ele é solitário: é você e o piano e o piano e você. Não tem ninguém mais ali para dividir a interpretação da música, para participar de um conjunto, para enfim dividir erros e acertos. O piano te convida a dominá-lo e você tem tudo dentro de você para que isso possa ocorrer. O que falta? Coragem! Determinação! Perseverança! Ousadia! Foco! Concentração! 

Com certeza sairemos melhores desta pandemia, caso aproveitemos as chances de nos aventurarmos nesta busca solitária para encontrarmos conosco, lá o âmago.

“ O piano um escultor da alma”  é um livro que escrevi em 2014, abordando um pouquinho do que é o estudo deste instrumento que desafia nossos próprios limites, nos oferece compreensão, alento, realização e contato com a essência verdadeira.

Deixo aqui um vídeo do professor da Escola Pianística de Buenos Aires , com sua opinião sobre este pequeno livro. 

Que possamos abrir nossas mentes, corações, para dentro. Quem sou eu ? O que vim fazer no planeta? Como posso acessar minhas verdades? Digo com toda a certeza que a música é o caminho. Ouvir muito, com o coração e aprender a tocar um instrumento onde você fique sozinho consigo mesmo.

Boa semana a todos! Aproveitem esta oportunidade nunca antes oferecida à humanidade com tanta força:  Conhece-te a ti mesmo!

EQM disponibilizada.

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Bom, meus amigos, aqui tratamos de música e vou acrescentar a esta EQM um detalhe na parte musical.

Esta semana foi publicada a minha EQM no canal Experiências Luminosas.

Guardei por vinte anos esta experiência no intuito de evitar polêmicas, porque a última coisa que desejo na vida é causar polêmica ou estar submetida a um interrogatório de uma infinidade de porquês ou especulações.

Mas me libertei destes julgamentos ou curiosidades que as pessoas possam ter e sempre perguntar mais e mais e mais e resolvi contribuir com o Canal acima citado, quando conversei com uma das entrevistadas por eles que me pediu que contribuísse com a abertura de consciências que este trabalho deles está proporcionando.

Bom, não citei na entrevista mas falo aqui em primeira mão, que a minha percepção sobre causas espiritualistas se acentuou quando comecei a ouvir músicas clássicas com o coração.

Todo mundo sabe que sempre estudei piano, desde meus 7 anos de idade. Mas estudar, ler notas musicais, entender o que está escrito, decodificar e interpretar nem sempre é sentir. 

Foi um curso voltado ao intelecto e por este motivo venho tentando fazer com que meus alunos ouçam mais. Ouvir o que? Ouvir o período do compositor que está tocando, as músicas da época. Pesquisar sobre a inspiração que ele teve para compor tal música, mas acima de tudo conectar-se a ela. Sentir !

O que falta à humanidade é o sentimento.

Então, depois de conversar com a pessoa que fez o depoimento no canal e me pediu encarecidamente que também colaborasse com este despertar , resolvi disponibilizar.

Mas o que eu não disponibilizei, também porque não é o objetivo do canal, é COMO depois da EQM a minha percepção aumentou, as visões começaram a vir com mais intensidade, etc.

Sim, a EQM abre portas, mas o que as mantém abertas ou o que as manteve abertas para mim foram as músicas clássicas. 

Tive que ficar 3 meses de repouso e eu podia ler e ouvir música. Mas ouvia música com o coração, sem me preocupar em decodificar símbolos, para depois oferecer aos alunos, ou coisas do gênero.

Eu apenas ouvia.

Colocava o som mais alto, as músicas dos compositores clássicos e deixava aquele som entrar no mais fundo da alma e apenas sentia.

Este processo foi mantendo as portas da percepção cada vez mais abertas e uma ventania se adentrou pelo meu cérebro, coração e todas as minhas células.

Percebi que eu era professora de música mas pouco ouvia música. O que seria ouvir e escutar?

Ouvir com a razão ou ouvir com a emoção?

Ouvir como pano de fundo ou ouvir recebendo cada som dentro do corpo?

Este foi o diferencial para pós EQM as percepções terem aumentado. Depois disso, nunca mais parei de alimentar minhas células com a música clássica.

Fica para vocês meu abraço, espero que apreciem o depoimento da EQM como reflexão.

Boa semana a todos!

Hortas que ouvem música!

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https://www.youtube.com/user/lucas20996

 Tive a grata surpresa de conhecer uma Horta no Quintal do Beija-Flor, onde as cores das folhas saltavam aos olhos de tanta beleza! 

É o Portal do Beija-Flor onde tem esta parte de cultivo de hortaliças sem agrotóxicos.

Mas me chamou a atenção, além de ver os beija-flores voando livremente, o fato de ter música tranquila, relaxante, alegre, vibrações que chegam até as plantas e elas agradecem. 

Aproveito para lhes contar que Dr Lázaro de Paula Ribeiro e sua esposa Michelle Davanço estão preparando uma grande surpresa para nós da região e quem mais quiser vir fazer um tratamento ayurveda no Portal do Beija-Flor, pós-pandemia.

Quartos individuais ou coletivos, salão de meditação, salas para atendimentos específicos ayurveda, acupuntura, Reiki e outros tratamentos. 

Michelle prepara atividades para Biodança, decora lindamente os ambientes, recebe com graça e acolhimento, que com certeza já inicia a cura pelo simples fato de receber seu abraço tão acolhedor!

Lucas Ribeiro é o responsável pela horta que brilha, os tons de verde muito fortes, as verduras viçosas, sem agrotóxico, uma beleza para apreciar vendo e comendo. Deliciosas, sabores intensos e marcantes, o que não encontramos em algumas verduras por aí.

A música sempre presente, playlist de um bom gosto incomparável e para cada momento, cada pessoa, cada situação. Digo isso, pois fui conhecer e conforme nossos assuntos foram se desenrolando a playlist mudava. Utilizam a música como terapia de cura também.

Experimentos: 

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/11/13...

Um artigo da BBC:

https://www.bbc.com/portuguese/vert-earth-38655422           

https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2...   

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/08...

VOLTAR ÀS AULAS ???

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Estamos numa situação nunca antes experimentada na História da Humanidade!

Loucos para voltar ao ‘ normal ‘.

O chão nos foi tirado de repente.

Os valores mudaram.

Os costumes, hábitos diários, tudo, absolutamente tudo mudou.

E nós? Mudamos?

Existe a polêmica atual sobre volta às aulas. Como mãe e avó, eu sou totalmente contra. Reuniões online decidindo se as crianças voltam às aulas. Se não se pode fazer reunião presencial, não se pode mandar as crianças para a escola... 

Estamos mais perdidos do que cachorro que caiu da mudança, por que queremos impor algo que ainda não sabemos se dará certo?

No meu caso, como professora de piano, aula individual, também não estou abrindo para aulas presenciais. Todos que conhecem o local sabem que investi até o que eu não tinha numa estrutura, pianos, sala clássica inspiradora, um lavabo decorado como cabine telefônica inglesa, jardim que cuido com carinho para as pessoas se sentirem acolhidas, sala de estudos, enfim, muitos conhecem os investimentos no Espaço Franz Liszt. Mas a vida está em primeiro lugar. 

Fizemos as modificações necessárias para nos adaptarmos ao modo ‘ online’, tanto eu como os alunos, pais, e estamos driblando esta situação com disposição, empenho, e temos os pontos positivos das aulas online também, que antes não eram avaliados porque o professor não tinha a noção de como o aluno estudava em casa, onde estava seu material, seu piano, a iluminação, e muitos outros detalhes que influenciam no rendimento. Olhamos o lado positivo da aula online e vimos que foi uma oportunidade e tanto.

O mesmo acontece com as aulas online em escolas regulares. Compreendo que nem todos tem o necessário para as aulas, que a situação é bem complicada para quem tem dois ou três filhos, mas o problema bateu à nossa porta e é hora de reinventar. 

Fico me perguntando por que o governo não tem uma TV educativa aberta para aulas. Não depender de celular. Deixarem o celular, tablet ou computador para contatos semanais online. 

Seria hora do aluno se levantar, ligar a TV e ter a programação para cada faixa etária.  Pode-se, por exemplo, criar conteúdos de História, Geografia, Ciências que sirvam para várias idades. Lembram-se do Mundo de Beakman? 

 

Vamos nos recordar do Castelo Ra Tim Bum , X TUDO, Macgyver ( aquele inventor fantástico). Fica o questionamento aqui se não poderíamos educar as crianças através da grande tela de uma TV , selecionando programas educativos fantásticos que já foram feitos antigamente. Meus filhos adoravam todos estes, sabíamos os horários que eles iriam ao ar e logo se sentavam para assistir. Como aprenderam coisas diferentes e tomaram gosto pelo saber! Curiosidades históricas, experiências científicas, culinária ... Enfim, era uma delícia. Eu até aprendi uma receita muito gostosa com o X TUDO que meu filho viu e se tornou o doce preferido deles.

Embora estejamos loucos para voltar ao normal, estou tentando me recordar do normal de antigamente quando eu trabalhava meio período fora de casa e no outro período selecionava programas de TV educativos para meus filhos assistirem, acompanhava as tarefas escolares, disponibilizava materiais de todo tipo para eles como sucatas, canetinhas, lápis de cor, cola, tintas. O que mais adoravam? – realizar experiências científicas, assistirem sobre as curiosidades da Humanidade, e conversávamos longamente sobre tudo isso além de colocar em prática as atividades sugeridas. Uma delícia! Que saudade... Era um parque de diversões. E podia sujar tudo, podia recortar, pintar, pegar utensílios domésticos para as experiências... Meu filho treinava fazer armadilhas no quintal porque os gatos estavam comendo os morangos que plantamos, então as armadilhas eram baldes de alumínio, vassouras, etc e o gato se assustava quando pisava e fazia aquele enorme barulho! Há! Há! Há!

Bom, gente é isso. Lógico que eu gostaria de disponibilizar o Espaço Franz Liszt, com toda a estrutura que ele oferece, mas no momento estou descobrindo possibilidades online que estão nos fazendo conhecer outras vantagens. Os alunos aprendem a gravar vídeos, avaliar sua performance, e muitos outros detalhes que antes não eram vistos.

Voltar às aulas presenciais? Por mim, ainda não! 

E talvez seja o momento de resgatar estes programas sensacionais que eram disponibilizados na TV Cultura.

Lembram-se do Programa ‘ Quem tem medo da Música Clássica?’ Narrado por Arthur da Távola era um bate papo sensacional! Concertos selecionados!

Embora distanciando os pianos para separar professor e aluno, ainda não é o ideal. Vamos ter um pouco de paciência e olhar o lado positivo do modo online.

Tudo vai passar! 

MÊS DE LISZT – PNEUMONIA GRAVE

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“ Em 5 de Julho às 19h30, Liszt chega à Estação de Trem de Luxemburgo com o trem Trier, redefine para Arlon por volta de 21 h e chega ao Castelo Colpach em 6 de Julho por volta das 14 h, então de propriedade do pintor Mihály, amigo de Liszt e sua esposa Cécile. Ele passou os dias seguintes no Munkácsys, onde também estava presente o cardeal Haynald e seu aluno Stafenhagen a quem Liszt ditou numerosas cartas sem perceber que estas seriam as últimas.

Em 19 de Julho, ele dirigiu de Colpach a Luxemburgo e assistiu a um concerto no Salão de Baile do Cassino `a noite. Ele se sente doente e tosse de pé, mas como prometeu a Munkácsy senta-se ao piano de cauda após programa oficial e toca  Liebstraum, melodias polonesas de Glanes de Woronice e seus 6 Soirèe de Vienne.

Provavelmente foi a última vez que o grande pianista tocou as teclas de um piano, mas não se pode descartar que ele tocou novamente no piano de cauda em sua acomodação durante os dez dias seguintes em Bayreuth.

Em 20 de Julho, depois de assistir à missa, ele reside em Baureuth, onde chega na tarde de 21 de Julho, já muito febril. Ele mora na casa da Whanfriestrasse 9 ( Hoje Museu Liszt).

A condição de Liszt piora dia após dia, mas nos dias 23 e 25 de Julho ele assiste às apresentações de Parsifal e Tristão. Nos arquivos provisórios, ele se arrasta até a balaustrada do camarote para aplaudir. Em 28 de Julho, o Dr Fleischer , diganosticou pneumonia grave.

A partir de então, Cosima dormiu na antesala e passou o dia inteiro na cama do pai em 31 de Julho. Liszt geme alto até as dez e meia da noite, então sua respiração fica instável. Após duas injeções de gelo na área do coração, a parte superior do corpo se eleva várias vezes, e finalmente a mão cai fracamente. Já passou da meia noite quando seu coração para de bater.”Ernst Burger

Assim nos deixou o grande gênio do piano, Franz Liszt.

Pneumonia Grave.

Em tempos de COVID 19, recordo tristemente a morte do Grande Homem, Compositor ímpar, e o melhor pianista de todos os tempos.

Mas também é gratificante saber que LISZT VIVE.

Suas composições atravessaram os tempos e estão até hoje nos acariciando os ouvidos. 

Salve o grande Mestre! Obrigada Franz Liszt! Sua obra ainda não foi descoberta, tão vasta e profunda, mas seguimos décadas a descobri-la e curar nossas almas! Vivo entre nós!

Deixo alguns links das composições citadas no texto de Ernst Burger .

 

Mês de Liszt – EXCENTRICIDADES

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E falando de música, mas também de Fofocas Musicais, vamos a elas:

Dizem que Franz Liszt tinha 300 gravatas, inúmeros fraques, coletes, calças, essas manias  de pop star. 

Vaidoso ao extremo, sempre tinha que se apresentar de maneira impecável.

Perfeccionista, se dedicava aos seus trabalhos com esmero, para que ficasse claro para a humanidade que ele era o melhor.

Relacionamentos liberais, nunca se casou, mas teve a seus pés várias mulheres.

Teve duas companheiras. A primeira delas foi uma condessa que largou a família, marido e filhas, fugiu com ele para Suíça onde tiveram 3 filhos.

A segunda, uma princesa polonesa que se estabeleceu na Rússia, filha única e herdeira de uma fortuna incomensurável, mas que largou tudo para fugir com ele, levando sua filha e a governanta junto.

Atormentado pela fama e pelos fãs competia com Talberg, considerado seu maior rival da época.

Pomposo adorava honrarias e colecionava medalhas, espadas, brasões que recebia de presente nas homenagens.

Era comum as mulheres desmaiarem em seus concertos, por isso tinha médico de plantão para acudir aos desmaios no frenesi pelo compositor.

Viajava como um cigano, em suas tournées por vários países, onde sempre deixava uma mulher esperando pela sua volta.

Guardou seu método de técnica sem editar ou mandar para editora e dizem as fofocas que era para que ninguém chegasse a tocar como ele, era seu trunfo, seu segredo.

Fazia as coisas no seu tempo, do seu jeito, denunciando um temperamento excêntrico.

Teimoso e sempre dono da verdade, não aceitava que as pessoas o alertassem sobre as questões de saúde, tanto que na velhice realizava viagens longas e desconfortáveis.

Teve uma secretária ao final da vida, que pelo seriado apresentado, parecia estar esperando pela herança seja ela musical ou material.

Rodeado de interesseiros mantinha-se sempre amigável e confiava em todos.

Seu mordomo vendeu às escondidas mechas de seu cabelo para uma mulher suspeita, com atitudes suspeitas, vale dizer que talvez tenham utilizado para algum feitiço para prenderem este homem livre.

Tornou-se abade, abdicando de sua vaidade extrema e passando a usar batina.

Mas as mulheres continuavam procurando-o mesmo tendo se tornado abade.

Mantinha uma amizade e cumplicidade com sua última companheira, a qual visitava periodicamente no final da vida.

Sua filha o abrigou em sua casa, doente, com pneumonia à beira da morte, mas dizem alguns biógrafos que muito friamente.

Era alto, magro, feições de homem bonito, cabelos longos até os ombros os quais jogava quando tocava.

Seus pertences no final da vida se resumiam a uma Bíblia, poucos livros,  óculos, e suas quase mil folhas de exercícios de técnica que carregava consigo para onde ia. 

Tinha sua moradia num quarto do  Convento de São Marcos em Roma, onde passava poucos meses por ano, por causa das viagens incessantes.

Sua música famosa, Liebstraum n.3  ( Sonhos de Amor) foi escrita quando morava com a segunda companheira em Weimar, e se inspirou em poemas de Uhland e Freiligrath.

Rodeado de lendas, sua biografia é fantasiada ao ponto de aumentarem o tamanho de suas mãos, dizendo que é por isso que tocava muito bem. Não é verdade. Tem as mãos dele em gesso no Museu de Weimar, não tem nada de anormal.

Foi um homem bom.

Suas peças percorreram do profano ao sagrado, uma versatilidade excepcional.

Viveu muito tempo considerando a época: Nasceu em 22 Outubro de 1811 na Hungria e morreu em 31 Julho 1886 na Alemanha.

Um personagem que marcou a História do Piano em sua época e desafia os pianistas até hoje!