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Especialistas recomendam que estes medicamentos sejam prescritos por períodos curtos — geralmente menos de quatro semanas

Os benzodiazepínicos, medicamentos amplamente prescritos para tratar transtornos de ansiedade, ataques de pânico e distúrbios do sono, podem representar um risco sanitário maior do que muitos pacientes imaginam.
Medicamentos como lorazepam (Ativan), diazepam (Valium), alprazolam (Xanax) e clonazepam (Klonopin) oferecem alívio rápido dos sintomas de ansiedade — em questão de minutos, diferentemente dos antidepressivos que podem levar semanas para fazer efeito.
Esta característica os torna particularmente atraentes para situações específicas, como amenizar o medo de voar.
“Os pacientes desenvolvem tolerância em semanas, mesmo quando usados conforme prescrição”, alerta Dra. Ludmila De Faria, da Associação Psiquiátrica Americana. “A mesma dose não consegue mais aliviar os sintomas, levando as pessoas a aumentarem a dosagem por conta própria.”
Advertência
Em 2020, a FDA dos Estados Unidos atualizou as advertências para todos os benzodiazepínicos, destacando os riscos de dependência física, reações de abstinência, uso indevido e vício. O processo de retirada deve ser gradual, “quase como pousar um avião”, compara Dr. John Torous, psiquiatra do Centro Médico Beth Israel Deaconess.
Especialistas recomendam que estes medicamentos sejam prescritos por períodos curtos — geralmente menos de quatro semanas — e considerado último recurso para condições crônicas, priorizando ISRS (antidepressivos) e terapias comportamentais como tratamentos para ansiedade.
O Brasil figura entre os maiores consumidores mundiais de benzodiazepínicos, com destaque para o clonazepam (Rivotril).
Segundo a plataforma ZatNews, apesar da exigência de receituário especial de tarja preta, estudos da ANVISA apontam uso prolongado e inadequado, frequentemente por anos.