Bebidas gaseificadas e celulite

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Lipodistrofia Ginóide, mais conhecida como Celulite, é o terror de muitas pessoas, em especial mulheres. A exata etiologia desta patologia ainda é desconhecida, porém há diversas hipóteses para seu surgimento: edema de tecido conjuntivo resultando em fibrose tecidual, alteração da microcirculação com compressão do tecido linfático, peculiaridades do tecido adiposo feminino – por esta questão sendo mais frequente em mulheres.

Em todas as literaturas verificamos um conjunto de fatores emocionais, metabólicos e hormonais, além de idade, sexo, hipertensão arterial, obesidade e hábitos como fumo, sedentarismo, roupas apertadas e má alimentação predispõem ao aparecimento da celulite. E qual seria a interligação entre o consumo de refrigerantes, água com gás e bebidas gaseificadas em geral com o aparecimento da Lipodistrofia Ginóide?

O gás carbônico das bebidas (CO2) quando dissolvidos em água, tornam-se ácido carbônico. Este ácido em excesso causa acidificação dos tecidos da derme e hipoderme – sendo o PH destes levemente alcalino. A alteração deste PH endurece as fibras de colágeno e elastina das camadas da derme e hipoderme e como consequência ocorre a perda da capacidade de reter água, reduzindo a elasticidade da pele e do tecido adiposo e também alterando a permeabilidade e resistência de capilares sanguíneos.

Desta forma, o consumo de bebidas gaseificadas em geral é contraindicado no planejamento dietético deste paciente que deseja reduzir ou prevenir o aparecimento da lipodistrofia ginóide.

Outras formas de consumo de líquidos devem ser orientadas, como água pura, água aromatizada (com frutas, ervas, especiarias) e sucos de frutas naturais sem açúcares ou edulcorantes artificiais – preferência para sucos e consumo de frutas ricas em Vitamina C, pois são pró-formadores de colágeno.

Lembre-se que a beleza vem de dentro para fora! É necessária a correta nutrição para a obtenção dos benefícios estéticos.

Procure sempre um profissional Nutricionista para melhores adequações na sua alimentação.

Fonte: Weimann L;2004 APUD David RD, de Paula RF, Schneider AP. Lipodistrofia ginoide: conceito, etiopatogenia e manejo nutricional. Rev Bras Nutr Clin 2011; 26 (3): 202-6.

*Esta coluna é semanal e atualizada às segundas-feiras