Após problemas climáticos, Franca deve colher mais de 3 milhões de sacas de café

Início da colheita na região está prevista para entre maio e junho e a maior parte é feita mecanizada

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Produtores de café da região de Franca também já estão se programando para o início da colheita da safra 2020/21. 

Segundo a Cocapec, nas regiões atendidas pela cooperativa, por se tratar de um ano de bienalidade alta, a expectativa é que a região produza cerca de 3 milhões e 200 mil sacas de cafés de 60 quilos cada. 

Segundo a assessoria da Cocapec, esse número é estipulado com base nas médias de produção na região e correspondem a área de atuação da cooperativa.

Segundo Adilson S. Machado Júnior – Coordenador de operações de café da Cocapec, em 2019 nos primeiros meses após o plantio o clima não favoreceu 100% o desenvolvimento da safra, gerando um pouco de preocupação naquele período. 

“No início de setembro tivemos algumas chuvas aqui que desenvolveu algumas floradas que não tiveram pegamento e depois em outubro a gente teve muitas chuvas irregulares”, explica. 

Na Alta Mogiana, a quebra de produtividade deverá ficar entre 5 e 7% abaixo do que era esperado em questão de produtividade na região. “Em volume tudo indica que será uma safra maior que em 2018”.

Adilson destaca ainda que com exceção das chuvas de setembro, nos outros meses de desenvolvimento o clima foi favorável para a produção na região. 

“A questão foi extremamente favorável para o café neste ano. A gente vinha de uma safra baixa, onde as lavouras estavam em recuperação e não fizemos nada que prejudicasse os trabalhos, estamos esperando uma safra bem uniforme, com bons grãos e de qualidade”, afirma.

Durante o ano de 2019 o produtor de café enfrentou preços abaixo do que esperado pelo setor. 

Segundo Adilson, na região da Alta Mogiana, para grande parte dos produtores os valores não geraram impactos negativos para o produtor, tendo em vista que muitos compraram os fertilizantes de maneira antecipada, em forma de barter. 

“Mesmo com os preços tão baixos, principalmente no começo de 2019, isso não foi algo de interferência na rentabilidade do produtor seja na compra de defensivos ou fertilizantes, que ficaram dentro de uma base histórica da relação reais x sacas”, destaca o coordenador.

Apesar da aversão ao risco por conta do Coronavírus, o mercado do café ainda não foi diretamente afetado pela pandemia e com exceção dos dias em que todo o setor global financeiro registraram baixos, o mercado futuro do café manteve os bons preços na Bolsa de Nova York (ICE Future US), ficando com valores acima do que o mercado encontrou ao longo de todo o ano de 2019.

Como consequência da Covid-19, incertezas com o embarque nos próximos meses e sobretudo a falta de café do mercado neste momento de entressafra sustentam os preços em Nova York. 

Prova da falta de café no mercado, atualmente a Cocapec conta com apenas 10% do seu estoque total, aguardando a entrada da nova safra. 

“A incerteza não afetou o mercado de modo geral, a gente não vê aquela agressividade de fazer negócio seja no mercado internou ou externo, igual a gente viu nas altas de outubro e novembro”, destaca.

O início da colheita na região está prevista para entre maio e junho. A mão de obra, na Alta Mogiana de acordo com Adilson, é em sua maior parte feita de maneira mecanizada, o que não deve trazer grandes problemas para a região, sem registrar atrasos nos trabalhos. 

Para que os cafeicultores possam trabalhar com segurança, a Cocapec já vem orientando produtores quantos às normas de higienização e medidas de segurança.

*Notícias Agrícolas


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