APAE Franca completa 49 anos com corte de um bolo nesta quinta-feira, 24

Entidade atende quase mil pessoas por dia e realiza mais de 84 mil procedimentos médicos por ano

Postado em: em Filantropia

​A APAE Franca completa nesta semana, 49 anos de trajetória. E para celebrar com a comunidade, será realizada na próxima quinta-feira, 24 de janeiro, a partir das 14h, uma cerimônia de aniversário com o corte de um bolo. O evento será promovido no refeitório da entidade.

Criada por pessoas que sonhavam em construir uma realidade de vida diferenciada e um aprendizado especial às pessoas com deficiência intelectual, a APAE Franca contou desde o início com a competência de seus dedicados e especializados profissionais, com a abnegação dos profissionais atuantes em sua diretoria e com a grande participação e apreciação da sociedade francana em suas diversas ações ao longo de todos estes anos.

Citando números, hoje a APAE é composta por mais de 300 colaboradores e mais de 30 membros da diretoria engajados e atuando voluntariamente na defesa da pessoa com deficiência. Toda esta consolidação fortalece a instituição e a ampara a um olhar à frente; planejando e estruturando-a para os próximos 50 anos. 

A HISTÓRIA

A iniciativa da criação da APAE em Franca surgiu no final do ano de 1967, quando o Dr. Wilson Fonseca e Dr. Alfredo H. Costa, membros da Comissão de Assistência aos Excepcionais do Rotary Club Franca Centro sensibilizados pelos relatos e necessidades enfrentadas pelas famílias de excepcionais iniciaram a mobilização para a fundação da APAE-Franca. O Rotary, nessa época, era responsável pelas instituições de assistência e casas de caridade na cidade e auxiliava as escolas com materiais didáticos. Juntamente com o Rotary, o Lions Club de Franca e a loja Maçônica preocupados com a problemática da pessoa com deficiência decidiram reunir pessoas da sociedade de Franca para debater as necessidades dos excepcionais e fomentar a fundação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Franca.

Em meados de 1969, o atendimento ao excepcional no município de Franca se resumia a cinco salas de aula nas seguintes escolas: Escola Municipal Cavaleiro Petráglia, Escola Municipal Prof. Miranda Barbosa Sandoval e Escola Municipal Profa. Amália Pimentel. Segundo Alfredo Costa, naquele momento era muito importante ampliar os atendimentos aos excepcionais de familiares. Nestas reuniões participavam ativamente as professoras Edda Scarabucci e Lélia Inez Alves Ferreira, que ressaltam a importância das oficinas de trabalho, como treinamento para as crianças excepcionais, especialmente para aquelas que se encontram fora da idade de escolaridade. E a necessidade de auxiliar os pais a compreenderem o seu papel em relação ao filho. Wilson Fonseca se prontificou a visitar a APAE de São Paulo, com objetivo de conseguir orientações sobre o trabalho, verificação do estatuto e outros. Com as informações obtidas, foi convocada uma reunião com o intuito de estabelecer os próximos passos para a fundação da entidade. Em 15 de janeiro de 1970, em uma reunião deste grupo de amigos que trabalhavam liderados por Alfredo H. Costa e Wilson Fonseca foi criada uma comissão para elaboração do estatuto da APAE-Franca. Eleita a diretoria e aprovado o estatuto, a primeira providência tomada foi registrar em cartório em 15 de outubro de 1970.

Em 30 de junho de 1971, a APAE-FRANCA recebe o Titulo de Utilidade Pública Municipal, através da Lei Municipal n° 1.985, promulgada pelo Prefeito Municipal Dr. José Lancha Filho. Até meados de 1972, o trabalho desenvolvido pela APAE-FRANCA teve como objetivo a divulgação da associação junto à comunidade. Foram realizados diversos ciclos de palestras de cunho científico. Em 14 de agosto de 1972, a Prefeitura Municipal de Franca, através do Departamento de Educação e Cultura do Município firmou um convênio com a APAE-Franca para a promoção e execução dos programas e planos de ensino. Neste ano a diretoria da entidade realizou também a sua primeira promoção para auferir recursos para desenvolver serviços. Em janeiro de 1973, a APAE-Franca inicia as suas atividades na rua Tiradentes, atendendo em regime de externado das 8 às 12h. No início eram três salas de aula e a equipe de profissionais era composta por: uma assistente social, três médicos voluntários, uma orientadora pedagógica, uma fisioterapeuta e uma estagiária voluntária. Eram atendidas 25 crianças excepcionais. Além da parte educacional, era ofertado o atendimento de fisioterapia, alimentação e recreação. Este atendimento era realizado numa casa cedida pela família Haber, André El Haber e Aparecida Giron El Haber, situada na rua Tiradentes, nº 1998, Centro. Em 01 de janeiro de 1974 a APAE foi registrada no Conselho Nacional de Assistência Social recebendo o título de entidade de fins filantrópicos, atual CEBAS - Certificado de Entidade de Assistência Social. Em ação conjunta, um grupo de voluntários buscava despertar o interesse da comunidade pela APAE. Organizavam grupos de trabalho para organização de diversos eventos e promoções, como: feiras, bazares e outras ações em prol do excepcional, este grupo denominava-se Movimento Pioneiro de Assistência ao Excepcional – MOPAE.

Durante um período a Associação teve como sede um prédio situado à rua Água Santa, 405, Vila Nova. Em 02 de outubro de 1973, o Prefeito Municipal Dr. Hélio Palermo, através da Lei n° 2.184 de 24 de setembro de 1973, autoriza o Executivo a doar um terreno com área de 29.840 m², situado à Av. Dom Pedro I, n° 1871 Jd. Petráglia. Em 28 de outubro de 1973, a APAE-Franca, representada pelo então presidente Sr. Wilson Fonseca, recebeu a certificação de filiação na Federação Estadual das APAEs do estado de São Paulo, durante o XV Encontro das APAEs realizado na cidade de Sertãozinho-SP. Neste ano já existiam 126 APAEs filiadas no estado de São Paulo e aproximadamente 100 entidades solicitando filiação. Em meados de 1974, iniciam se as obras de terraplanagem do terreno e construção do primeiro bloco de atendimento da sede própria da entidade. E, em agosto do mesmo ano, o grupo de voluntários MOPAE realizou a 1ª Festa da APAE, no Pavilhão Presidente Médici. Este evento foi realizado com o intuito de arrecadar fundos para a manutenção dos atendimentos. Somente em meados de 1977, a APAE se mudou para a sua sede própria, com a construção do Bloco da Escolaridade com 400m². Neste ano o presidente era Wéber Dráuzio David e a APAE atendia 82 crianças excepcionais.

esponsável por atender quase mil pessoas por dia, realizar mais de 84 mil procedimentos médicos por ano e ainda prestar 105 mil atendimentos anuais.


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