Ventos natalinos

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Está em qualquer profecia, dos papiros que liam a mão do futuro aos poetas que picham no muro. É extremamente necessário brindar a cordialidade sobrevivente no prazer da boa vontade, na gentileza das boas maneiras quase extintas. Fosse talvez utopia acreditar que há ainda neste país, pessoas inclinadas ao prazer gratuito do bem puro, travando batalhas sangrentas contra a má educação e o declinio dos valores sociais, onde, quase sempre saem mutiladas e totalmente fragmentadas ante o primitivismo da desvalorização da essência humana.

            Sejamos, portanto, todos remetidos à esperança de que um mundo melhor realmente aconteça e venha a se erguer sobre os pilares materializados na labuta de seres bem intencionados que se recusam a permanecerem de braços atados, enquanto o maléfica sutileza das futilidades individuais destroem os núcleos familiares, qual uma célula cancerigena, agindo nas artérias sociais.

            Celebremos a sagacidade da voz que começa a vencer a timidez da inércia, ainda que tardia, alimentada pela necessidade que hoje bate à porta da casa em desmoronamento, cobrando reação imediata daqueles que por anos adequaram suas vidas ao parasitismo da esmola conveniente, uma vez que as labaredas esguias do colapso começa a unir a sociedade dispersa, aflorando-lhe os instintos.

            Sejamos então, utópicos, misticos e supersticiosos, desde que sejamos vozes, boa vontade e atitude.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.


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