TikTok removeu mais de 49 milhões de vídeos por violação das políticas

Rede social, que virou febre, também recebeu 45 pedidos de remoção de conteúdo de 10 países

Postado em: em Tecnologia

O TikTok tem sofrido muitas críticas sobre a segurança de seus usuários. Porém, na última quinta-feira (9), o aplicativo divulgou um relatório de transparência e revelou que, entre julho e dezembro de 2019, removeu mais de 49 milhões de vídeos por violação das políticas.

Além disso, a rede social recebeu 45 pedidos de remoção de conteúdo do governo de 10 países.

O relatório foi divulgado pouco depois de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmar que o país está considerando proibir o TikTok por conta de possíveis laços com o governo chinês.

Apesar disso, é preciso destacar que a rede social divulga este relatório a cada seis meses, desde o ano passado.

Segundo o documento revelado, a Índia é o país que mais teve conteúdo excluído. Foram cerca de 16,453 milhões de vídeos removidos. Estados Unidos (4,576 milhões), Paquistão (3,728 milhões), Reino Unido (2,022 milhões) e Rússia (1,258 milhões) completam o top 5. 

Além disso, o governo indiano fez 30 pedidos para remoção ou restrição de conteúdo. Desses, 28 contas foram removidas ou restritas.

Para realizar estas avaliações, o TikTok possui uma equipe de moderadores humanos treinados para revisarem o conteúdo do app. "A tecnologia hoje não é tão avançada que podemos confiar apenas nela para impor nossas políticas", afirmou o app. 

Além disso, o relatório reforça que a rede social tem foco na segurança de seus usuários. "Não há nada mais importante para nós do que proteger a segurança de nossos usuários", destacou.

Os EUA estudam banir o uso de aplicativos chineses de mídia social, incluindo o TikTok. Em entrevista à Fox News na segunda-feira (6), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse que a empresa tem compartilhado informações com o governo da China.

O diplomata foi além e "recomendou" que as pessoas só devem baixar o aplicativo "se quiserem suas informações privadas nas mãos do Partido Comunista Chinês".

A declaração do secretário ocorre em meio às tensões da guerra comercial entre EUA e China, mas não se trata apenas de uma questão relacionada ao TikTok. 

O país também questiona o tratamento e combate à pandemia do novo coronavírus por parte dos asiáticos.


Artigos Relacionados