Reduzir contribuição do Sistema S não é saída, diz presidente do Sebrae-SP

Uma das ações é a redução de 50% das contribuições ao Sistema S, pode ter impacto de R$ 2,2 bilhões.

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O presidente Jair Bolsonaro, publicou em suas redes sociais medidas aprovadas para o combate ao Coronavírus, uma das ações é a redução de 50% das contribuições ao Sistema S, o impacto é de R$ 2,2 bilhões. 

Em entrevista, o presidente do Sebrae-SP, Tirso Meirelles, reconhece as medidas sendo necessárias, porém não concorda com a falta de planejamento. “O que eu chamo atenção, que um sistema tão bem organizado que é o sistema S (Senar, Senac, Sebrae), que trabalha o crédito orientado, que trabalha o empreendedorismo, que trabalha a cadeia produtiva, que trabalha o ensino profissionalizante, que trabalha o ensino empreendedor. Não poderia ficar dessa forma retirando recursos sem uma programação específica”.

No estado de São Paulo mais de 4 milhões de microempresas individuais e micro e pequenas empresas, empregam 10 milhões de pessoas que contribuem de forma direta em 27% do Produto Interno Bruto, (PIB). As consequências da pandemia já anunciam fortes impactos em todos setores da economia, mas o pequeno produtor pode ter maiores consequências.

 Tirso criticou a atitude do ministro da economia Paulo Guedes, lembrando da criação de um fundo voltado a campanhas eleitorais, em dezembro de 2019, onde o Congresso Nacional aprovou o valor de R$ 2, 034 bilhões para as próximas eleições municipais. O presidente do Senar sugere que o valor poderia ser usado no combate ao Covid-19. “Nós tivemos aí, um fundo bilionário liberado para fundo partidário. Quer fazer campanha que faça individualmente, agora com recurso público. Não é justo ter um corte dessa forma, mas nesse momento ele foi preventivo, estou aqui acompanhando, mas que daqui pra frente seja visualizado dessa forma a sociedade não pode se pecar”.

Diferente do que a proposta do ministério da economia possa parecer, a atitude pode piorar a crise econômica que a Covid-19 irá deixar. A responsabilidade em ajudar os pequenos produtores será maior e com isso será preciso investimentos para levar conhecimento e planos de negócios. “Nós temos um programa orçamentário anual que nós somos obrigados a cumprir, onde é feito um estudo. Nós temos o Tribunal de Contas da União que faz toda a operacionalização das nossas contas e visualiza todos os processos. Existe uma programação muito séria, não pode ser simplesmente pegar o orçamento do governo e ir lá cortar o orçamento. Precisamos ver outras formas para fazer e não prejudicar a sociedade, descreveu Tirso em entrevista.


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