Rede estadual passará a ter mais escolas de ensino integral a partir de 2020

Modelo torna a escola mais atrativa e melhora a aprendizagem dos estudantes e os prepara para o mundo

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A Secretaria Estadual da Educação anunciou na quarta-feira (21) que vai expandir o Programa de Ensino Integral (PEI). Neste programa, os estudantes passam a ter uma matriz curricular diferenciada que inclui preparação para o mundo do trabalho, orientação de estudos, experiências práticas de ciências, tutoria personalizada com um professor, além dos clubes juvenis, em que os alunos se auto-organizam de acordo com seus temas de interesse como dança, xadrez, debates etc. A carga horária é de até nove horas e meia – na rede regular a jornada é de cinco horas.

Para participar do PEI, a escola terá que demonstrar interesse até o dia 13 de setembro, via Diretoria de Ensino. Após avaliação técnica, a Secretaria da Educação dá um parecer sobre a viabilidade ou não da expansão do modelo na escola. Nessa etapa, a expectativa é atender cerca de 100 unidades escolares, que tenham, em média, 500 estudantes cada. Serão privilegiadas escolas na qual o modelo pode impactar positivamente na comunidade.

O investimento da Seduc no Ensino Integral também ajuda a cumprir às metas previstas nos Planos Nacional e Estadual de Educação que determinam que 50% das escolas devem oferecer essa modalidade de ensino até 2024 e 2026, respectivamente.

Diversas vantagens

O Ensino Integram tem vantagens comprovadas por estudos e experiência. Especialistas apontam que o Ensino Integral ajuda a melhorar a aprendizagem e aumenta a empregabilidade e renda dos egressos. Os alunos do Ensino Médio das escolas do PEI tiveram desempenho no último Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) 1,2 ponto maior em relação aos estudantes das escolas regulares.

“O rendimento dos estudantes de tempo integral é 50% maior do que os das escolas normais. Uma pesquisa do Instituto Sonho Grande na rede estadual de Pernambuco indicou que quem sai do ensino integral têm 17% a mais de chance de ingressas no ensino superior, além de ter uma renda de R$ 265 superior já no início da carreira. Estamos falando de uma realidade que afeta profundamente a aprendizagem dos jovens”, explica Haroldo.

Outra vantagem do modelo é que ele permite que os professores atuem em regime de dedicação integral a uma escola, com mais tempo para estudo e preparação de aula. Para isso, recebem uma gratificação de 75% no salário-base. Hoje 417 escolas da rede estadual já funcionam nesta modalidade.

“Nosso grande desafio é fazer a sociedade paulista entender que o Ensino Integral é bom para todos. Em Pernambuco, mais de 50% das escolas adota o modelo, com resultados vistos na comunidade. Aqui ainda temos o desafio de fazer a comunidade, no papel de pais e estudantes, reconhecer esses resultados tão expressivos para nós”, pontua o secretário da Educação, Rossieli Soares.


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