Prefeitos irritados querem romper com a Copasa, co-irmã da Sabesp em Minas

maior queixa é com a falta de água e a cobrança de tratamento de esgoto onde não há coleta

Postado em: em Serviços

Insatisfeitos com os serviços prestados pela Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), prefeitos ameaçam acionar a Justiça e romper o contrato com a estatal, seguindo o exemplo de Pará de Minas (Oeste). 

Na região mineira de Franca, o descontentamento com a Copasa, que é a semelhante da Sabesp de SP em Minas, a empresa atende aos municípios de Claraval, Ibiraci, Capetinga, Cássia, Pratápolis, Itaú de Minas, Passos, São Sebastião do Paraíso, Sacramento, Conquista, Delta, Delfinópolis, São João Batista do Glória, São José da Barra e São Tomás de Aquino, entre outras

A maior queixa é com a falta de água e a cobrança de tratamento de esgoto em locais onde o serviço não é prestado.

A insatisfação foi manifestada durante audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa, realizada na segunda (23). 

Há deputados colhendo assinaturas para instalar CPI da Copasa na Assembleia Legislativa, como já fazem alguns municípios.

De acordo com o prefeito de São Sebastião do Paraíso (a 78 km de Franca), Walker Américo Oliveira, atualmente, há tratamento de apenas 50% do esgoto, mas o serviço é cobrado há alguns anos. 

“Pior é que a empresa ainda deixa despesas porque corta várias ruas para realizar o serviço e não arruma da melhor forma”, reclamou.

Já o prefeito de Extrema (Sul), João Batista Silva, contou que, em todos os feriados deste ano, a população ficou sem água. 

“Já tomei minha decisão. Temos que partir para o enfrentamento, com o apoio da Justiça e da população”, adiantou.


Artigos Relacionados