Prédio do Champagnat tem "gatos" na rede elétrica e está cheio de rachaduras

Funcionários do prédio não se sentem seguros com falta de manutenção em prédio do município

Postado em: em Política

O incêndio e desmoronamento de um edifício no Centro de São Paulo chamou a atenção para problemas que a falta de conservação pelo poder público podem causar, com milhões de reais em prejuízos e perda de vidas humanas.

E Franca não está fora da rota de risco de tragédias por falta de manutenção dos próprios municipais. 

​Funcionários e as pessoas que frequentam o Champagnat e as divisões da administração pública lá instaladas estão correndo sério perigo. 

Como em muitas construções antigas, o prédio conta com um porão, por onde passam fiações elétricas e ficam depositados vários objetos em desuso.

O que se vê naquele espaço são emaranhados de fios, muitos desencapados, que oferecem risco de um curto circuito a qualquer momento.

Se isso ocorrer, será difícil mensurar o tamanho da tragédia, tanto em risco de perda de vidas humanas como o prejuízo histórico, por se tratar de um prédio centenário e tombado pelo Condephaat.

E não seria preciso muito para um incêndio de grandes proporções, uma vez que o piso de diversas divisões do prédio têm assoalho de madeira, assim como portas, portais e janelas, fora outro materiais inflamáveis.

Por muito menos, um prédio particular já poderia estar interditado para reformas, pela própria fiscalização da Prefeitura ou principalmente do Corpo de Bombeiros - pela fragilidade e risco de incêndio.

Outros órgãos também podem agir - e devem - como Ministério Público do Urbanismo, do Trabalho (muitos funcionários da Prefeitura estão alocados ali), Câmara dos Vereadores e o próprio Condephaat, mas principalmente o dono do espaço, o município, que é governado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM).

Pelo prédio do Champagnat, centenas de pessoas frequentam órgãos públicos como Universidade Aberta do Brasil, biblioteca, quadras esportivas, campo de futebol, além de outros.

O exemplo de São Paulo está claro e bem recente.

É preciso agir agora para não lamentar depois. Mas o ritmo do governo preocupa sobre o futuro do Champagnat. 

Para ficar em somente um exemplo de serviço - bem menos complexo - ainda não realizado por Gilson, o Relógio do Sol, da Praça Central, foi danificado pela chuva em dezembro e até hoje não foi restaurado.


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