Por educação, Brasil perde uma posição no ranking de desenvolvimento humano

A principal causa dessa piora é a estagnação na escolaridade; índice avalia saúde, educação e renda

Postado em: em Cotidiano

​O Brasil perdeu uma posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU (Organização das Nações Unidas). Agora ocupa a 79ª. De 2013 a 2018, o país perdeu 3 posições no ranking. A principal causa dessa piora é a estagnação na escolaridade.

O IDH é medido anualmente pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e vai de 0 a 1. Em 2019, o Brasil alcançou 0,761. Melhorou 0,001 em relação a 2018. Esse índice tem como base indicadores de saúde, educação e renda.

A disparidade é maior no quesito renda. Quase 1/3 de todas as riquezas do Brasil são concentradas nas mãos do 1% mais rico da população.

A 1ª posição mundial é da Noruega, com 0,954, seguida pela Suíça (0,946) e Irlanda (0,942). Na América do Sul, o Chile (0,847) lidera na 42ª posição.

Na classificação da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil segue no grupo dos países que têm alto desenvolvimento humano. A classificação dos países analisados varia de IDH muito alto, alto, médio e baixo.

Os dados desse relatório dizem respeito a 2018. Os dados de 2019 serão divulgados em 2020.

EDUCAÇÃO

O indicador de educação está estagnado. Desde 2016, o período esperado para que as pessoas fiquem na escola está parado em 15,4 anos.

Já a média de anos de estudo foi de 7,8 anos. É o mesmo valor de 2017.

DESIGUALDADE DE GÊNERO

O relatório mostra que as mulheres estão em melhores condições de saúde e educação que os homens, mas o IDH deles ainda é superior ao delas.

A renda nacional bruta per capita da mulher é 41,5% menor do que a do homem.

GOVERNO BOLSONARO

Em nota, a Casa Civil disse que os dados do relatório se referem ao ano de 2018. Afirmou que o governo Bolsonaro vem realizando transformações nas áreas analisadas pelo relatório e vem “consertando o estrago deixado pelos governos petistas, que estão refletidos nesse índice”. Eis a íntegra do relatório divulgado pelo governo.

*Poder360


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