Pequenas empresas sofrem com crédito escasso durante pandemia

Pronampe, destinado ao fortalecimento de pequenos negócios, teve linha limitada.

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Crédito bom e barato é a necessidade número 1 do pequeno empresário brasileiro para enfrentar a crise. O programa de financiamento que prometia ser a ajuda não tem se revelado suficiente para estes tempos.

Os recursos iniciais se esgotaram em apenas um mês. O governo estuda aumentar o programa. Raul conseguiu o empréstimo, mas apenas 10% do faturamento do ano passado. Mesmo assim, pode se considerar parte de uma minoria.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), feito por Rodolpho Tobler, mostra que 64% das empresas que foram no mercado atrás de crédito e não conseguiram são pequenas. 

Esse índice cai para 5% quando a empresa é grande. Ou seja, o dinheiro não está chegando a quem mais precisa. Segundo o estudo, as maiores dificuldades do pequeno empresário estão na burocracia e nas exigências bancárias.

A economista Juliana Damasceno afirma que embora o fundo garantidor do governo banque 85% da operação no caso do Pronampe, nem isso não está sendo suficiente. 

“O principal gargalo não é o volume de crédito em si, mas sim a forma de propagação desse crédito no sistema financeiro, principalmente por causa da atuação das instituições privadas, que hoje em dia têm tido uma certa relutância pra assumir os riscos envolvidos nessa contratação de crédito”, explica.

Para Juliana, a lenta retomada da economia exige novas medidas de apoio aos pequenos empresários. “Uma das saídas, assim como foi feito em diversos outros países durante a pandemia, é a União garantir 100% do risco do crédito”, diz.


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