​O trânsito de Franca é o bicho!

Retrovisor! Seta! Acelerador! Embreagem! Freio! O francano não conhece bem essas funções.

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Retrovisor! Seta! Acelerador! Embreagem! Freio! 

Tenho certeza que esses nomes remetem a um carro ou ao simples ato de dirigir, não é? Mas se tratando do trânsito de Franca, a coisa não é tão simples assim. Como diz um amigo meu, tem gente que usa o retrovisor só para passar batom.

Xiiiii!!! Lá vem um daqueles discursos em que as situações caóticas do trânsito são colocadas como responsabilidade das mulheres. Fique tranquilo(a), o buraco é mais embaixo.

A falta de atenção do motorista francano é incrível. Tucanaram a barbeiragem! Alto lá! Quem nunca deu uma “barberadinha” que atire a primeira pedra...

Alguns motoristas dirigem pelas ruas da mesma maneira quando a cidade possuía um número de carros muito inferior aos dias de hoje. Meu pai é um bom exemplo, ele acredita que a responsabilidade de estar atento é de quem está conduzindo o veículo de trás, ou seja, se o motorista da frente atrapalhar o trânsito, seja trafegando lentamente pelo lado esquerdo, formando fila indiana em ruas largas que permitem fila dupla ou simplesmente esquecendo de usar a seta, o problema é inteiramente de quem vier atrás. Sinistro não? Por isso que, penso eu, meu pai já não dirige mais. Ufa! Menos um!

Falando no uso da seta, tem condutor que acredita que o famoso pisca-pisca só deve ser usado no período natalino. Ninguém merece! A gente tem que andar com uma bola de cristal para tentar desvendar a trajetória do (in) feliz motorista que perambula com a família dentro do carro, achando que está fazendo a coisa mais certa do mundo. Isso é o pior, no trânsito, os valores de certo e errado estão invertidos.

Falando em família, me vem à mente as (in) felizes mamães levando seus pimpolhos para as escolas, principalmente as particulares, penso que muitas acreditam que o espaço da rua também consta na mensalidade escolar, é incrível o que a gente vê! O duro é pensar que tudo isso é feito em prol da segurança das crianças. Pobre pimpolhos, que já estão sendo mal educados, pelo menos no quesito educação no trânsito.

E o que dizer dos que falam no celular, esquecem do volante e ficam “ziguezagueando” na rua. Bom, tem também os que ficam parados no semáforo mesmo depois dele ficar verde. Claro, é o momento de dar um beijo na namorada, mudar a frequência do rádio.

Queria terminar sem falar deles, os motoqueiros, aqueles que te cortam pela direita, no período noturno andam com o farol desligado e com aquele escapamento destruidor de tímpanos. Esses mereceriam não um artigo, mas uma tese de doutorado.

Ah! E o que dizer dos ciclistas que andam em fila, mas para o meio da rua. Fora os carros que vão do início ao fim da Av. Brasil, no meio da pista, tipo Martinho da Vila, “devagarzinho”.

Oh! E nem tente ultrapassá-los, pois sua mãe será homenageada e você será considerado estressado. Falando nisso, Chega! Ufa! Fala sério! O trânsito de Franca é o bicho!


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