Mulheres têm 60% mais chances de morrer 1 ano após sofrer infarto

Estudo realizado na Alemanha mostra a fragilidade das mulheres após sofrer com o problema

Postado em: em Saúde

Um novo estudo realizado pela Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, constatou um dado alarmante: mulheres que já tiveram ataque cardíaco possuem 60% mais chances de morrer no primeiro ano após o incidente do que os homens.

Para compor a análise, que foi publicada na revista científica norte-americana PLOS One, os pesquisadores selecionaram indivíduos que deram entrada em um hospital com diagnóstico de parada cardiovascular, entre homens e mulheres, de diferentes idades.

Risco de morte após infarto maior em mulheres

Dos 802 pacientes de cada sexo observados pelos cientistas durante o período de cinco anos, as mulheres apresentam 60% mais probabilidades de morrer nos 12 meses seguintes a um ataque cardiovascular do que os homens que passaram pela mesma situação. As taxas de mortalidade masculina e feminina não apresentaram diferenças significativas após o período de um ano.

Por que as mulheres ainda são grupo de risco?

Estaticamente, as mulheres sofrem menos infartos do que os homens, mas representam o maior índice de casos fatais. E, mesmo após a recuperação de um infarto, elas não estão livres de sofrerem com os agravantes e doenças correlatas no ano seguinte.

Segundo os especialistas, dois importantes pontos devem ser levantados: a idade e as pressões a que as mulheres estão expostas. No caso de mulheres mais velhas, que tende a ser a maior parcela a sofrer um infarto, muitas já sofrem com outras doenças como hipertensão e diabetes, o que agrava ainda mais a recuperação.

Já em mulheres novas, os fatores chamados pelos especialistas de "não-clínicos", como a qualidade de vida, apoio familiar, estresse e a depressão para retomar a rotina após o infarto, são os agravantes. Os resultados parecem sugerir que as pacientes pós-ataque cardiovascular devem ser acompanhadas com avaliações clínicas e psicológicas mais freqüentes, além de contarem com o suporte médico e familiar durante, pelo menos, o primeiro ano após o infarto, descreveram os médicos no estudo publicado na PLOS One.

Cuidados após infarto

Após um infarto, é necessário que a pessoa passe por um processo de reeducação comportamental e que vá trocando alimentos ou hábitos que não são saudáveis ou que podem agravar a saúde do coração. Por isso, no caso de mulheres fumantes, o primeiro passo é parar imediatamente com a prática. O tabagismo combinado com o uso de anticoncepcionais aumenta as chances de ataques cardíacos.

Além do mais, os médicos indicam a prática regular de atividades físicas aliada a uma alimentação balanceada. O cardiologista Maurício Jordão, do Hospital Samaritano de São Paulo, explica que emagrecer, no caso de pessoas que estão acima do peso, faz muito bem à saúde cardíaca. “Perder peso beneficia todos os fatores de risco cardiovascular: controla a pressão arterial, a diabetes, regula o açúcar no sangue, diminui o colesterol ruim e aumenta o bom, diminui a inflamação do corpo, etc.”

Cortar alimentos industrializados, grandes quantidades de açúcar refinado e gordura trans da dieta também é necessário para manter o bem-estar. Entretanto, é importante lembrar que nem toda gordura é maléfica, como se pensou no passado. A gordura presente no azeite de oliva, nas nozes e castanhas, por exemplo, ajuda a retirar a gordura trans, responsável por entupir as veias, acumulada nos vasos sanguíneos.


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