Marco Garcia deverá apertar oposição a Gilson de Souza na Câmara dos Vereadores

Livre do peso da Presidência da Câmara, experiente vereador deverá ser um duro crítico do prefeito

Postado em: em Política

Vereador de quinto mandato, conhecedor do Regimento Interno da Câmara de Franca, apreciador de debates e caracterizado pelo raciocínio rápido, Marco Garcia (PPS) deverá engrossar a força da oposição ao prefeito Gilson de Souza (DEM) no Legislativo.

No primeiro ano de mandato de Gilson, Marco não teve muitas chances de votar por estar ocupando a Presidência, onde somente se tem o direito de votar em caso de empate na votação ou em matérias específicas, como a cassação de um prefeito.

Também, por uma questão de bom senso e ética, o presidente usa pouco a palavra e geralmente, por sua posição de gestor, tem de ser mais contidos nas vezes que discursa. Afinal, ele é o terceiro na linha sucessória municipal, após prefeito e vice, e tem de manter a postura política.

Mas agora, desde esta segunda-feira, Marco está livre das amarras que o cargo impunha e deverá apertar o tom de críticas ao governo de Gilson de Souza, o qual ele já classificou de "desgoverno" e acusou de fazer "trabalhadas sobre trabalhadas".

Outros embates que deverão se travados estão no nível legislativo, principalmente com o líder do prefeito, que deverá oficialmente ser Pastor Otávio (PTB) e com o líder informal de Gilson, que dizem, nos bastidores, ter momentos em que "manda" mais que o prefeito, vereador Corrêa Neves Júnior (PSD).

E assuntos não vão faltar. Os primeiros, mais em evidência, são o imbróglio judicial em que se transformou o pagamento das emendas impositivas do já distante ano de 2016, que a Prefeitura acionou a Justiça para não pagar as entidades assistenciais, e a Festa da Virada realizada pelo município.

Muitas perguntas pairam no ar sobre a festa. Como a Prefeitura fez anúncios sobre a festa, por seguidos dias, ao custo de R$ 4,7 mil cada, no jornal Comércio da Franca, sem que a Câmara tivesse sequer autorizado o evento? Como foram divulgados vídeos promocionais e fechados contratos com os artistas, também sem a respectiva lei?

São perguntas a serem feitas, contestações a serem levadas a debate que, certamente, Marco Garcia deverá colocar em pauta. Agora, livre, leve e solto para se expressar e usar de sua arma mais poderosa: o mandato concedido pela população e a liberdade de discursar na tribuna da Câmara. 


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