Maior usina de energia solar do setor agro é inaugurada em Bebedouro

Complexo com 3,6 mil placas fotovoltaicas custou R$ 5 milhões e abastecerá 28 unidades da Coopercitrus

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A Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus) inaugurou em Bebedouro a maior usina de geração de energia solar destinada ao setor agropecuário no estado de São Paulo.

Destinado a abastecer integralmente 28 unidades do grupo por meio de créditos obtidos junto à rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), o complexo conta com 3,6 mil placas fotovoltaicas espalhadas por uma área de 10 mil metros quadrados próximo à Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326) e demandou um investimento inicial de R$ 5 milhões.

A usina deve reduzir em mais de 50% os gastos com energia elétrica em toda a cooperativa - que tem representações em outras regiões de São Paulo e Minas Gerais ainda não abrangidas pelo novo sistema.

O sistema permite, via internet, o monitoramento remoto da operação e a correção em caso de falhas, explica Diego Branco, coordenador de energia fotovoltaica da Coopercitrus.

Além disso, é uma alternativa sustentável, com menor impacto ao meio ambiente e menor tempo de instalação em relação a outras modalidades como as hidrelétricas. "Caso tenha alguma anormalidade na nossa usina fotovoltaica, remotamente a gente monitora e faz a intervenção para que volte a operação normal garantindo a entrega de energia da usina para o nosso consumidor", afirma o presidente do conselho administrativo da Coopercitrus, José Vicente da Silva.

Nas condições atuais, a produção anual da usina instalada no complexo de grãos da cooperativa deve chegar a quase 2 gigawatts - o suficiente para abastecer, por exemplo, 23 mil geladeiras -, mas em até dois anos a expectativa é pelo menos triplicar a capacidade de geração do complexo, inclusive por meio de parcerias com cooperados. "Esse foi só um primeiro passo. Como há viabilidade a gente quer crescer agora com sustentabilidade pra poder levar nossos cooperados a produzir energia, como também a gente quer aumentar nossa capacidade de produção para nós mesmos", diz Branco.


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