Inca alerta sobre uso de dispositivos eletrônicos para fumantes

Vapor do cigarro eletrônico e as substâncias tóxicas que ele contém queimam a membrana dos pulmões

Postado em: em Saúde

​O cigarro eletrônico está cada vez mais popular no Brasil. Entretanto, muita gente não sabe que ele quais os riscos que podem estar associado ao uso. 

Só nos Estados Unidos, são 48 mortes associadas ao uso do cigarro eletrônico e quase 2.300 internações.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) publicou um alerta sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumantes (cigarros eletrônicos), que funcionam com bateria e possuem diferentes formas e mecanismos, contendo inúmeras substâncias tóxicas, na maioria aditivos com sabores de nicotina, droga que causa dependência química.

De acordo com o Inca, os dispositivos eletrônicos também são responsáveis por vários acidentes por explosões das baterias, que provocam queimaduras, perda de partes do corpo e até morte. 

O instituto alerta ainda que o líquido, contendo nicotina, pode provocar princípios de incêndio em residências e doença pulmonar severa, caso inalado, principalmente por crianças.

Estudos científicos demonstram que um jovem começar a fumar cigarros convencionais quadruplica com o uso dos dispositivos eletrônicos.

Resolução Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2019 proíbe a comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar. 

O Inca reafirma sua posição à manutenção da medida tomada pela Agência reguladora de saúde.

EVALI

Cigarro eletrônico e pulmão

O vapor do cigarro eletrônico e as substâncias tóxicas que ele contém queimam a membrana dos pulmões, prejudicando a troca gasosa de oxigênio por CO2. Essa troca é fundamental para manter as células vivas. Sem oxigênio, elas morrem.

Segundo a cardiologista Jaqueline Scholz, acredita-se que os danos do cigarro eletrônico sejam atualmente maiores devido à potência dos novos vaporizadores.




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