Greve de caminhoneiros pode parar transporte e até alimentos para francanos

Protesto pacífico foi realizado nesta quarta-feira nas rodovias Ronan Rocha e Cândido Portinari

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A greve dos caminhoneiros que tem assolado grande parte do país repercutiu nesta quarta-feira em Franca. 

Cerca de 50 caminhoneiros fizeram duas paralisações, nas rodovias Ronan Rocha e Cândido Portinari, para demonstrar apoio ao movimento nacional da categoria, que protesta contra os elevados preços dos combustíveis, principalmente óleo diesel.

Os caminhoneiros pararam às margens da pista da Ronan Rocha no meio da tarde. Acompanhados pela Polícia Rodoviária, seguiram as orientações de segurança e depois seguiram para a Cândido Portinari, próximo à divisa de município com Restinga.

A paralisação já começa a apresentar seus primeiros efeitos. Em muitos postos do interior do Estado de São Paulo, já falta combustível, principalmente óleo diesel. 

Eventos têm sido cancelados, reuniões de negócios desmarcadas. São os primeiros sinais de muitos problemas que poderão ser sentidos pelos francanos.

Outro problema que atingirá grande parte da população é a medida adotada pela Empresa São José, com aval da administração Gilson de Souza (DEM), de reduzir o número de linhas de ônibus circulando nesta quinta, na cidade. 

Será feito o horário de domingo, com exceção dos horários de pico, de manhã e à tarde. Quem precisar de ônibus, entre oito da manhã e quatro da tarde enfrentará uma espera atípica. Os estoques da Empresa São José estão perto do fim e não está descartado que, no sábado, não haja ônibus circulando em Franca.

Outro efeito que será sentido a curto prazo, se a circulação de caminhões não se normalizar, é a falta de alimentos, principalmente leite. 

Um funcionário de uma empresa do ramo de laticínios da cidade afirmou que, a seguir como está, na próxima semana o produto já deverá faltar nas prateleiras dos supermercados de Franca.


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