​Governo do Estado divulga 1° balanço do Plano SP; Franca fica como estava

Taxas de capacidade hospitalar e avanço de contágio mostram tendências de melhora ou piora em cada região

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Seta na região de Franca mostra estabilidade: sem piora, mas sem melhora

O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (3) o primeiro balanço de avaliações de taxas de capacidade hospitalar e avanço do contágio por coronavírus do Plano São Paulo para retomada consciente da economia. 

Os critérios de saúde dos últimos sete dias mostram tendências de melhora ou piora para 17 áreas de saúde em todo o Estado.

"É muito importante desfazer opiniões equivocadas sobre o Plano São Paulo. São Paulo não liberou geral, a retomada da economia será feita de forma gradual, sensível, segura e amparada na ciência. Nenhuma medida aqui será precipitada", afirmou o Governador.

"A quarentena nos ajudou, ajuda e continuará a ajudar a fortalecer o sistema de saúde. Em apenas dois meses, abrimos sete hospitais de campanha, aumentamos em 60% o número de leitos totais e dobramos as vagas em UTIs", acrescentou Doria.

Os indicadores de cada Departamento Regional de Saúde determinam cinco possíveis fases de reabertura de atividades econômicas não essenciais. 

Os critérios são: média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para COVID-19; número de leitos UTI COVID-19 por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior.

Os dados compilados entre os dias 26 de maio e 2 de junho apontam melhora em três dos cinco critérios na média estadual. 

A taxa de ocupação de leitos de UTI caiu de 73,5% para 72,4%, o número de vagas por 100 mil habitantes foi de 11,8 para 13,3 e as internações decresceram três pontos percentuais. 

Com a ampliação da testagem, houve aumento nos índices de casos (61%) e de mortes (23%) por COVID-19.

"Os dados não mostram piora, muito pelo contrário. O que nós temos é uma elevação no número de casos novos que está vinculado ao aumento da testagem. Isso era um resultado esperado", afirmou o médico João Gabbardo, Coordenador do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo.

"Os indicadores apontam para que, com segurança, possa se dar andamento a um processo de novo controle sobre as atividades."

Houve melhora significativa na capacidade hospitalar das seis sub-regiões da Grande São Paulo. A taxa de ocupação de leitos de UTI caiu de 93% para 85,5% na média de vagas oferecidas em 106 hospitais. 

Houve avanço na implementação de novos leitos, com incremento de 161 vagas na região metropolitana da capital. Em todo o Estado, há 4.693 leitos exclusivos para pacientes infectados pelo coronavírus.

A tendência semanal também foi de melhora nas regiões da Baixada Santista, Taubaté e Registro, enquanto o viés de piora foi verificado nas áreas de Bauru e Barretos. 

Por enquanto, não há alteração nas classificações de quarentena anunciadas na semana passada. Continuam com restrição máxima os municípios da Grande São Paulo - exceto a capital -, Baixada e Registro.

Dez regiões estão na fase 2 (laranja) com flexibilização em nível mais restrito e outras quatro estão na fase 3 (amarela). Entenda as regras do Plano SP em http://www.saopaulo.sp.gov.br/noticias-coronavirus/decreto-do-estado-explica-regras-do-plano-sp/.

Na próxima quarta-feira (10), o Governo de São Paulo vai divulgar um novo balanço do plano, com a possibilidade de reclassificação das regiões para fases mais ou menos restritas de reabertura econômica a partir do dia 15. 

"Essa realidade será mantida, no mínimo, até o próximo dia 15 de junho na atual quarentena", reforçou o Governador.


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