Gilson pode usar Câmara para se livrar do "pepino" dos cargos comissionados

Projeto de criação dos cargos comissionados deve ser enviado à Câmara nos próximos dias

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​O prefeito Gilson de Souza (DEM), menos de uma semana após aplicar um "passa moleque" na Câmara de Vereadores de Franca, já ensaia o envio de um outro problema para o Legislativo. 

Nos próximos dias, o prefeito apresentará um projeto de lei recriando os cargos comissionados da Prefeitura. Em agosto, 225 foram exonerados por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Mas a pressão sobre o prefeito, por parte dos comissionados, têm sido grande, uma vez que a maioria deles trabalhou, sem cobrar nada, em sua campanha pra o Executivo, há dois anos, e de deputado federal para Gilsinho (PRB), neste ano. Agora, querem compensação pelo trabalhou voluntário.

O problema é que as finanças da Prefeitura não estão com sobras e a ausência dos comissionados tem sido, de certa forma, um alívio ao caixa do município. Gilson está entre economizar os recursos e perder o apoio de mais de 225 "apoiadores".

A solução pode estar, novamente, em usar a Câmara. O projeto para criar 225 cargos já não é bem visto pela população, em grande parte, e pelos vereadores. Gilson então, aparentemente para garantir a rejeição, deve aumentar o número de comissionados para quase 250, segundo fontes próximas ao prefeito.

Nessa condição, a rejeição é quase certa. Teoricamente, sem o projeto de criação, Gilson terá como "se explicar" com os antigos comissionados, jogando a culpa pela não contratação de todos eles sobre os vereadores.

Há menos de uma semana, o prefeito já usou a Câmara em outra situação. Requisitou, junto da Santa Casa, recursos de sobras do Legislativo para repassar à entidade. Mas, após a concordância e o depósito feito, Gilson de Souza anunciou que não repassaria as verbas "por falta de dotação orçamentária". Agora, com o projeto dos comissionados, a saia, que já está justíssima para o prefeito com os vereadores, pode apertar ainda mais.


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