Geração de empregos tem alta de 71,34% nas 4 maiores cidades da região

Juntas, Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos abriram 5.322 postos com carteira assinada em janeiro

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As quatro maiores cidades da região de Ribeirão Preto começaram 2018 com uma alta de 71,34% na geração de empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Juntas, Ribeirão, Franca, Sertãozinho e Barretos encerraram janeiro com 5.322 postos com carteira assinada, diante de 3.106 no mesmo período de 2017.

Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-RP), o economista Alberto Borges Mathias avalia que os números refletem uma recuperação iniciada nas exportações e na indústria que, aos poucos, causa efeitos positivos em diferentes setores da cadeia produtiva. "Tem uma participação forte da indústria aqui da região. O comércio está começando a ativar e serviços também, em seguida. Um dos últimos é a parte imobiliária, mas também tem uma pequena retomada", diz.

Recuperação

Os números foram puxados, sobretudo, pelo bom desempenho de Franca, com 2.499 vagas, 59,47% a mais na comparação com 2017. Apesar de uma redução de 16% em relação ao que foi criado no ano anterior, Sertãozinho terminou com o segundo maior resultado, de 1.366 vagas.

Diretor de negócios de uma metalúrgica na cidade, Maurício Jorge Moisés avalia que a geração de empregos local é influenciada pelo fator da sazonalidade, mas reconhece uma recuperação gradativa. Depois de dois anos sem contratar devido à crise, a empresa chamou 31 novos funcionários. "É uma melhora lenta ainda, preocupante, mas um pequeno alento. A gente percebe que o mercado de forma geral está se encorajando a voltar a estudar seus projetos e a fazer investimentos, mas estamos acompanhando com muita cautela", afirma.

Ribeirão Preto teve a melhor geração em seis anos, com 1.299 postos de trabalho um ano depois de registrar o pior resultado em 14 anos, quando criou somente 32 vagas. Barretos também encerrou o mês passado com saldo, computando 158 oportunidades abertas.

Segundo Alberto Borges Mathias, índices de inflação em baixa, além de taxas de juro e de câmbio controladas, são fatores que favorecem a retomada do emprego nos próximos meses. "Estamos entrando em um processo de estabilidade. As pessoas podem não acreditar, mas o Brasil economicamente está sendo um país de extrema estabilidade econômica, apesar da instabilidade política."


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