"Gatos" na rede elétrica de Franca aumentam 24%, segundo dados da CPFL

Volume de energia desviada seria suficiente para abastecer a residência de 951 famílias por um ano

Postado em: em Economia

As ligações clandestinas de luz em Franca estão na mira da CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz. É que, segundo levantamento da própria companhia, os conhecidos “gatos” subiram de 575 para 713 casos entre 2016 e 2017, alta de 24% nos furtos e desvios de energia elétrica. Esse volume de energia desviada somou 1.711 MWh, o que seria suficiente para abastecer a residência de 951 famílias por um ano.

Segundo o engenheiro líder da CPFL, Luis Carlos da Silva, normalmente o que acontece em Franca é o desvio de energia: a adulteração do relógio fazendo com que o mesmo marque menos, isto é, muitas vezes quem faz o “gato”, realiza o desvio para que a corrente que gera o consumo não passe pelo relógio e não seja marcada.

Só em 2017 foram realizadas 4.117 inspeções em clientes residenciais, comerciais e industriais, frente a 2.812 fiscalizações em 2016. Por conta do alto número de fraudes, as vistorias aumentaram 46,4%.

Para identificar as irregularidades, a CPFL mantém um sistema de monitoramento baseado no historio de consumo e quando há queda incompatível, é solicitada uma vistoria no imóvel.

CRIME

É considerado fazer “gato” na rede de energia ou alterar o medidor. Contudo, é preciso definir o tipo de penalidade cometida pelo autor da infração. Ele poderá ser denunciado pelo crime de furto ou estelionato: conforme o comportamento do autor será definido o tipo de crime. Por exemplo, se a ligação clandestina for realizada antes que passe pelo relógio medidor é considerado como crime de furto. Porém, se o caso envolver alterações nas características do medidor, com o intuito de pagar um valor menor pelo consumo no fim do mês, é configurado como crime de estelionato.

Além de ser crime, o furto de energia sobrecarrega a rede elétrica – prejudicando o fornecimento de energia – e causa acidentes fatais. O risco de acidentes decorre da falta de padronização e de proteção adequada das ligações ilegais, que muitas vezes deixam os cabos de energia expostos.

As ligações clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção e manutenção predial. 


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