Franca e Ribeirão lideram geração de empregos no interior de SP

Nas duas cidades, saldo de postos de trabalho abertos até fevereiro é o melhor dos últimos três anos

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Atrás da capital paulista, Ribeirão Preto e Franca foram os municípios que mais geraram empregos no primeiro bimestre desse ano no estado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Nas duas cidades, o resultado é o melhor dos últimos três anos. Enquanto Ribeirão registrou saldo de 1.855 postos de trabalho abertos, quase seis vezes mais que no mesmo período do ano passado, Franca gerou 4.739 vagas, alta de 25% no comparativo com os dois primeiros meses de 2017.

Em Ribeirão, o setor de serviços foi o que mais empregou, com 1.396 vagas abertas em dois meses. Na sequência, indústria e construção civil registraram saldo de 455 e 197 postos de trabalho, respectivamente.

Apesar do saldo negativo de 213 vagas, o comércio demonstra recuperação em relação ao ano passado, quando o saldo de demissões no bimestre chegou a 458, de acordo com o levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Indústria e serviços também foram os setores responsáveis pelo resultado positivo em Franca. Enquanto o primeiro abriu 3.574 vagas, o segundo gerou 1.074 postos de trabalho. A construção civil aparece em terceiro lugar no ranking com saldo de 85 contratações. 

Sertãozinho também figura entre as dez cidades que mais geraram empregos no Estado, no primeiro bimestre, mas o saldo de 1.166 postos de trabalho abertos representa queda de 49% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram abertas 2.284 vagas.

O número também é o pior da série história do Caged – o levantamento começou a ser feito em 2003. Em 12 meses, o município registra saldo de 1.863 demissões.

Em dois meses, a indústria sertanezina registra saldo de 457 contratações, 61% a menos que no ano passado, quando 1.186 postos de trabalho foram abertos. Em relação ao setor de serviços, a queda é de 45% – 283 vagas abertas, contra 517 no ano passado.

O saldo de vagas do comércio passou de 154 para 105 no comparativo entre os dois anos – redução de 31%. Já a construção civil, que encerrou o primeiro bimestre do ano passado com geração de 432 empregos, conseguiu manter apenas 315 vagas esse ano, 27% a menos.


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