Franca é 2ª maior geração de vagas de SP, mas tem pior bimestre em 10 anos

Cidade se manteve entre seis primeiras do Estado com 3731 postos, mas número é 21,2% menor que em 2018

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Apesar de ser o segundo município que mais gerou empregos em São Paulo no primeiro bimestre, Franca registrou o menor saldo de vagas abertas para o período nos últimos 10 anos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

Entre janeiro e fevereiro, a cidade teve 3.731 postos de trabalho abertos, número que supera apenas o saldo no mesmo período em 2009, quando 2.750 vagas foram mantidas no município, ainda de acordo com relatório com ajustes, ou seja, incluídas informações dadas fora do prazo pelas empresas ao Caged.

Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o município também esteve entre os primeiros do Estado, a redução é de 21,2%: nos primeiros dois meses de 2018, Franca registrou saldo de 4.739 contratações. A indústria e o setor de serviços são os principais responsáveis pelo cenário negativo.

Segundo o Caged, a indústria francana gerou 3.121 postos de trabalho até fevereiro, 12,6% a menos que no mesmo período do ano passado, quando 3.574 vagas foram mantidas. Já o setor de serviços abriu 598 postos de trabalho, contra 1.074 no ano passado, redução de 44%.

Na construção civil, o número de vagas passou de 85 para 52 no comparativo com o primeiro bimestre do último ano – redução de 38,8%. A administração pública fechou o período com saldo negativo de 10 postos de trabalho, enquanto no ano passado havia gerado 30 vagas.

Ribeirão e Sertãozinho

Na região, Sertãozinho e Ribeirão Preto também estão entre as seis cidades do Estado que mais geraram empregos em janeiro e fevereiro.

No levantamento com ajustes, Sertãozinho abriu 1.613 postos com carteira assinada, 38,3% a mais na comparação com 2018, e ficou em quinto lugar no Estado.

A indústria foi a protagonista, com 831 empregos, 81,8% a mais do que o que foi registrado um ano antes pelo setor. Serviços e comércio, respectivamente com saldos de 355 e 137, também ajudaram nos números, com altas de 25,44% e 30,47% na comparação com 2018.

A construção civil também impulsionou o resultado, com 276 vagas, mas com baixa de 12,38%.

Sexto no ranking estadual, Ribeirão Preto abriu 1.608 empregos formais no primeiro bimestre, mas o resultado ficou abaixo do ano passado, com queda de 13,31%, segundo o Ministério da Economia.

Assim como em Sertãozinho, o setor de serviços foi o que mais movimentou as contratações, com 1478 empregos gerados - e alta de 5,87% - seguido pela indústria, com 276 vagas, ainda que em queda de 39,4%. A construção civil também teve resultado positivo, com saldo de 262 postos, 32,99% a mais do que no ano passado.

Um dos carros-chefes da economia local, o comércio reduziu o retrospecto final do município com o fechamento de 400 vagas, praticamente o dobro do que foi perdido em 2018 - com déficit de 213.


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