Estudo diz que vacina BCG pode diminuir taxa de mortalidade por covid-19

A vacina não é indicada para adultos e é obrigatória e gratuita desde 1976 no Brasil

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Estudo mostra que há possibilidade de a vacina BCG —contra tuberculose— ser eficaz contra a covid-19. 

Ela atuaria reduzindo a taxa de mortalidade da doença, causada pelo novo coronavírus. No entanto, os resultados ainda não são conclusivos. 

O trabalho saiu na Pnas, publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, na 5ª feira (9.jul.2020). Leia a íntegra (1 MB).

A pesquisa levanta uma hipótese e é cedo para afirmar que haja relação entre os 2 apesar de haver “associação consistente”, segundo os cientistas. 

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA e da Universidade Estadual da Virgínia estudaram dados de países onde a vacinação é obrigatória, como o Brasil, e de outros, como os Estados Unidos, onde há menor cobertura vacinal.

Os resultados preliminares mostram que ocorreram mais mortes em locais onde há menor vacinação, como os Estados de Nova York e de Louisiana, do que em São Paulo, em Pernambuco e na Cidade do México, por exemplo. 

O estudo sugere que a vacina não imunizaria contra a covid-19, mas ajudaria a evitar a forma mais grave da doença.

Além de imunizar contra a tuberculose, a vacina contra o bacilo de Calmette-Guérin pode proteger contra outras doenças infecciosas. 

A indicação é tomar uma dose única, nas primeiras 12 horas de vida. Mas crianças de até 5 anos e quem tiver contado com pacientes com hanseníase dentro de casa também podem tomar. 

A vacina não é indicada para adultos e é obrigatória e gratuita desde 1976 no Brasil.

Estudos anteriores também já indicaram haver relação entre a vacina e a covid-19, mas esse é o mais amplo até o momento. Holanda e Austrália também têm estudado e feito testes com a BCG. 

Porém, vale lembrar a imunidade gerada pela vacina BCG é praticamente nula depois de 10 anos. Em maio, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que não recomendava a vacinação como forma de imunização contra o novo coronavírus.


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