Eleitores de Gilson de Souza seguem à espera de que ele cumpra promessas

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 6 de janeiro de 2019 às 06:40
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:17
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Gilson deu a largada, esta semana, para segunda metade do mandato com várias promessas em aberto

Gilson de Souza (DEM) deu início, nesta semana, à segunda metade de seu mandato como prefeito de Franca. Até agora, o que é facilmente constatado, é que ele não realizou a grande parte das mais de 70 promessas feitas durante a sua campanha. A maioria, pelo visto, não sairá do campo das palavras.

Apoiadores de Gilson têm defendido, nas redes sociais, que os primeiros dois anos foram para “arrumar a casa” e que, de agora por diante, os compromissos de campanha serão realizados.

Mas, diante de uma situação financeira instável, no tocante a recursos para investimentos, poucas propostas de Gilson foram efetivadas até aqui, nenhuma delas entre as mais prioritárias, como a construção de um Hospital das Clinicas. 

E além de não cumprir as promessas “velhas”, o prefeito fez novas promessas, como a implantação de uma faculdade municipal, totalmente gratuita, para quatro áreas de bacharelado. Também não foi cumprida. E assim deverá ser finalizada a primeira metade do mandato de Gilson. 

A análise das promessas não cumpridas passam pela saúde, setor onde Gilson propõe a vinda de uma nova unidade hospitalar há vários anos. Também prometeu e não cumpriu a instalação de um hospital veterinário no parque “Fernando Costa”, mutirões períódicos de cirurgias eletivas, mais equipes no Programa Saúde da Família, transformar o “Álvaro Azzuz” em centro de pequenas operações eletivas, ampliar o horário de funcionamento das UBSs até as oito horas da noite, vinda da rede Lucy Montoro, entre outras.

Na ação social, a promessa mais marcante – não cumprida – foi a instalação da segunda unidade do Restaurante Bom Prato em Franca e o aumento no número de refeições servidas na unidade do Centro, de 1,2 mil para 1,6 mil e o desenvolvimento de campanhas de combate à violência. Também não instalou wi-fi grátis na maioria dos prédios públicos de Franca.

E não para por aí. Gilson prometeu um teatro de arena, apoio ao Hallel, criação do Instituto de Arte e Cultura, trazer novas empresas para Franca, implantação e plano de carreira para profissionais da Educação municipal, contratar mais gente para trabalhar nas escolas, implantação de academias ao ar livre, construção de quadra esportiva no “Fernando Costa”, emborrachamento da pista de atletismo do Póli, trazer o programa Vila Dignidade, Cesta Básica da Construção, construir novos e melhores pontos de ônibus, passagem de ônibus a R$ 3 durante a semana e a R$ 1 nos finais de semana e fazer recapeamento.

Nada disso foi implantado pelo prefeito Gilson de Souza com metade do mandato decorrido, mesmo pegando a Prefeitura com R$ 38 milhões em caixa. Ele terá agora a segunda metade para cumprir com sua palavra, com uma situação financeira bem mais negativa que no início de sua gestão. Mesmo não sendo candidato à reeleição, conforme ele próprio afirmou, seria importante que o prefeito deixasse uma imagem de político sério e cumpridor de suas promessas de campanha.


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