Eleição acirrada define 10 novos conselheiros tutelares de Franca e seus suplentes

Posse dos eleitos acontece no dia 10 de janeiro; participaram da eleição quase 9,5 mil eleitores

Postado em: em Política

​O último domingo, 06, foi de bastante movimento na Unidade do Uni-Facef, que sediou a eleição 2019 para o Conselho Tutelar de Franca. 

Pelo prédio passaram durante todo o dia, quase 9,5 mil pessoas, que decidiram usar seu direito de voto para eleger os 10 novos conselheiros tutelares.

Segundo a comissão organizadora, o número de eleitores corresponde a 18% mais ao registrado no último pleito, realizado em 2015.

Nas eleições deste ano, 43 candidatos concorreram às 10 vagas disponíveis, sendo cinco para cada um dos Conselhos Tutelares em atividade em Franca. 

A candidata mais votada, com 831 votos, foi Andreia de Souza dos Santos, seguida por Miriam dos Santos Silva, com 509 votos; Lívia Mara Gomes, com 470 votos; Solange Borges, com 457 votos; Gabriel de Souza Alves com 437 votos; 

Também foram eleitos André Gomes de Souza, com 402 votos; Daniel de Oliveira com 387 votos; Gláucia Limonti, com 368 votos; Iuri de Freitas Timóteo, com 368 votos; e Viviane Santos Silva com 361. 

Os dois primeiros lugares de suplentes ficaram com a ex-conselheira tutelar Luciana Ribeiro, que recebeu 310 votos; e Walquiria Ester Gonçalves da Silva Castro, com 280 votos.

Os eleitos tomarão posse no dia 10 de janeiro de 2020 e enquanto isso não acontece, receberão capacitação para o exercício da função. 

O mandato dos conselheiros tutelares é de quatro anos.

Para Jerônimo Sérgio Pinto, um dos coordenadores da comissão eleitoral, a população de Franca e os candidatos estão de parabéns pela forma como conduziram as eleições este ano. 

“Novamente, Franca serviu de modelo. Não tivemos nenhuma ocorrência de relevo que justificasse a intervenção da comissão eleitoral ou do Ministério Público”, disse Jerônimo.

Ele acrescentou que o histórico das últimas eleições para o Conselho Tutelar já adiantava que este ano a participação da comunidade seria grande.

O papel do conselheiro

Com atribuições previstas no artigo 136 do ECA, o conselheiro tutelar atende crianças e adolescentes diante de  situações de violação de direitos.

Também é papel do conselheiro atender e aconselhar os pais ou responsáveis dessas crianças e adolescentes. A partir do atendimento, o profissional aplica medidas de proteção.

Os casos chegam ao Conselho Tutelar de diversas maneiras, encaminhados por delegacias, Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou até escolas. Isso acontece quando há abandono ou violência por parte de familiares. 

Algumas famílias também buscam o órgão por iniciativa própria, em busca de seus direitos, com demandas em educação, saúde ou até conflitos como disputa pela guarda dos filhos.

Confira a relação completa dos eleitos:


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